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Nas últimas três décadas o mercado de capitais brasileiro tem experimentado ciclos padrão de importante crescimento, com uma forte expectativa de expansão, sucedido por uma retração. Essa sina parece perseguir nosso mercado e a cada novo ciclo as esperanças são renovadas. 

Para entender por que estamos diante de um novo paradigma capaz de romper esse “voo de galinha” é importante observar o contexto histórico e as características desse mercado. 

A década de 1990 foi marcada por um importante crescimento, baseado na existência de um tripé econômico de estabilização da economia, abertura comercial e flexibilização do ingresso de investidores estrangeiros na bolsa de valores. Todos esses fatores, acompanhados de um forte movimento de privatizações, resultaram no maior pico do número de companhias listadas na bolsa de valores, alcançando o ápice (segundo os dados fornecidos pela B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão), de 557 companhias em maio de 1997.

O fim da década de 1990 marcou o início do declínio econômico brasileiro e mundial, fazendo com que o número de companhias listadas na bolsa de valores diminuísse, ilustrando na prática essa queda vertiginosa, contínua e gradual. À época, assistimos atônitos à queda do mercado até o patamar de 336 companhias listadas em março de 2006, apesar dos grandes esforços da equipe econômica dos governos que sucederam para conter essa dinâmica.

Ciclos que se repetem

Após um encolhimento de cerca de 50% do mercado, em 2006 vivemos novamente aspirações de anos dourados. O primeiro trimestre desse ano foi nutrido de uma grande expectativa e, nos meses que se sucederam, vivemos um crescimento concreto: em novembro de 2007 se verificou a existência de 405 companhias listadas perante a B3.

Mesmo após o país ter conquistado o investiment grade, sofremos quedas sucessivas em um primeiro momento devido à crise do subprime, deflagrada em agosto de 2007 e que afetou o país de forma lateral (sofremos nas palavras do presidente então em exercício, os efeitos de uma “marolinha”). 

Nos anos que se seguiram, o mercado de capitais brasileiro sofreu com a desastrosa política econômica adota pelo governo Dilma, em especial pelas práticas intervencionistas e heterodoxas, fazendo com inúmeras empresas cancelassem o registro perante a B3, chegando a um patamar de 328 companhias listadas em julho de 2019. 

Ou seja, mais uma vez a espiral de: ascensão, euforia e queda se confirmaram. Todo o crescimento econômico vivido pelo Brasil, em especial em decorrência do boom econômico da alta dos preços das commodities, não foi suficiente para colocar o mercado de capitais brasileiro em outro patamar. 

Durante o governo Lula (2003-2010) o Produto Interno Bruto atingiu um crescimento médio de 4% ao ano, muito superior ao do governo Fernando Henrique, no qual se verificou um crescimento médio de 2,3% ao ano. Assim, os anos do governo Dilma foram suficientes para descontruir todo o caminho econômico pavimentado ao longo do governo Lula.

Esperança renovada

Agora, novamente, o cenário brasileiro se mostra muito favorável para um novo ciclo de prosperidade e crescimento do mercado de capitais, mesmo com todos os problemas decorrentes da pandemia do COVID-19. 

Desta vez, ao contrário das últimas décadas, o cenário se mostra favorável em decorrência dos acertos econômicos tomados pela atual equipe econômica, liderada pelo Ministro Paulo Guedes. Baseado em um tripé econômico de controle do déficit público, reformas estruturantes e controle da inflação, essa política apresenta potencial para colocar o Brasil em outro patamar, nunca imaginado. 

Parece que aprendemos a lição, já cometemos os mesmos erros de Ícaro e as quedas foram grandes e impactantes. Agora, nossas asas estão forjadas por material muito mais resistente e capaz de nos colocar entre os principais mercados globais. 

Os sinais já estão sendo captados pelo mercado. Segundo reportagem no Estado de São Paulo, a lista de empresas que buscam a abertura de capital nos meses de setembro e outubro de 2020 já supera 40, um número muito expressivo para a realidade no mercado de capitais brasileiro. 

Assim, a pergunta que fica é: será que desta vez, finalmente, alcançaremos o sonho de Ícaro de voar entre os grandes ou será mais um “voo de galinha”? Somente o tempo dirá.

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