Vivemos um cenário de extrema incerteza. Com a progressiva globalização, os mercados se tornaram cada vez mais interdependentes, de forma que acontecimentos regionais ecoam por um vasto sistema global conectado. Dado esse contexto, é muito importante que o investidor utilize as tecnologias disponíveis para se proteger de grandes oscilações.

Com o aumento da conectividade – iniciado no fim do século XX, mas intensificado no século XXI – as comunidades globais foram se tornando mais relacionadas. Hoje, algo que acontece do outro lado do mundo, como na China, Irã ou Emirados Árabes, gera efeitos em questão de segundos em toda a economia mundial. Exemplos não faltam: Coronavírus (Covid-19), febre suína africana, choque na produção de petróleo, e por aí vai.

Além disso, assistimos nos últimos anos a uma elevação tremenda no número de investidores pessoa física na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). Nunca havíamos atingido a marca de um milhão de CPFs investindo na Bolsa e, no final de 2019, esse número chegou a 1,5 milhão. O recorde nominal na cotação do Índice Bovespa em 2020 e a taxa básica de juros da economia em sua mínima histórica aumentaram o apetite dos brasileiros por investimentos de renda variável.

Bom, cá estamos: um dia após a maior queda intradiária da história do Ibovespa, com direito a suspensão das negociações durante o pregão (circuit breaker). Não bastasse o tombo de ontem, estamos há alguns dias no ciclo de baixa. 

O problema é que muitos investidores brasileiros, desacostumados com aplicações mais voláteis, como ações, acabam perdendo dinheiro que não acharam que poderiam perder. Nesse contexto, como utilizar a tecnologia para amenizar as baixas nos investimentos agressivos em períodos de altíssima volatilidade?

Para aqueles que realizam operações na Bolsa de Valores, como day-trade e swing-trade, é de suma importância utilizar travas de perda (stop loss). Mas, muitas pessoas que fazem essas negociações (na maioria das vezes, operações alavancadas) e não têm o cuidado de utilizar o stop loss. É em dias como ontem em que esse tipo de investidor pode quebrar.

Outra ferramenta que pode ser utilizada são os robôs advisor de investimento. Esse tipo de tecnologia auxilia os investidores iniciantes a, de forma fácil, investir em produtos financeiros mais adequados aos seus perfis, evitando aventuras.

Por fim, os robôs trader, softwares que executam, de maneira 100% automatizada, estratégias de negociação, são uma excelente ferramenta para aqueles que querem realizar operações de uma forma mais inteligente. Essa tecnologia, quando desenvolvida por bons profissionais, traz consigo uma série de travas de segurança para evitar perdas de dinheiro em dias como ontem.

O mundo está mais conectado e tudo acontece de maneira mais rápida. Esse fenômeno se reflete de forma mais acentuada nas Bolsas de Valores, gerando extrema volatilidade. O investidor pessoa física deve, portanto, aproveitar as tecnologias existentes para evitar baixas em momentos de maior incerteza.

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