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O Ibovespa, principal índice acionário da B3, a bolsa brasileira, operava em queda durante o pregão desta quarta-feira (06), puxado pelas tensões envolvendo Estados Unidos e China. Por volta das 11h30, as perdas eram de 0,84%, aos 78.802,38 pontos.

O dólar avançava, com as expectativas de corte na Selic pelo Copom, que finaliza reunião hoje. A moeda norte-americana registrava valorização de 1,61%, cotada a R$ 5,681.

Veja os principais fatores que influenciam o mercado financeiro na sessão de hoje:

Mercados internacionais

No Japão, não houve sessão, devido a feriado local. Já a bolsa de Xangai fechou com ganhos de 0,63%.

Na Europa, DAX 30 recuava 0,85%, enquanto FTSE 100 subia 0,45%. CAC 40 perdia 0,89%.

Nos Estados Unidos, Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq subiam 0,12%, 0,20% e 0,88%, respectivamente.

Copom

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anuncia hoje a nova taxa básica de juros, a Selic. A expectativa é de que haja corte de 0,5 p.p, de 3,75% a.a. para 3,25% a.a., em nível mínimo histórico. A crise do coronavírus, que atingiu em cheio a economia, prolongou o ciclo de corte de juros no Brasil, na esteira do posicionamento de outros BCs ao redor do mundo.

Coronavírus

Ontem, o Brasil bateu novo recorde: 600 mortos por covid-19 em 24 horas, atrás apenas de EUA e Reino Unido no ranking mundial de mortes diárias. Com a curva de casos e óbitos se expandindo, o país já é o sétimo com mais mortes, e Maranhão e Ceará já adotam lockdown, ou seja, isolamento total. Manaus, capital do Amazonas, estuda adotar a medida.

No cenário externo, os Estados Unidos continuam a acusar a China de gerar o covid-19 em laboratório, ameaçando retaliações comerciais. O país norte-americano agora pressiona a União Europeia a apoiar suas afirmações, enquanto o bloco evita tomar partido na disputa.

Balanços

A temporada de balanços continua hoje: Gerdau publica seus resultados para o 1º trimestre de 2020 antes do pregão. Depois do fechamento dos mercados, é a vez de Totvs, Banco Pan e AES Tietê.

Em Brasília

A crise política ganhou mais um capítulo com o vazamento do depoimento prestado por Sérgio Moro à Polícia Federal no último sábado. Nele, o ex-ministro da Justiça reitera a tentativa de interferência política da qual acusou o presidente Jair Bolsonaro. Na investigação que corre no STF, Celso de Mello pediu depoimento de outros ministros e acesso aos áudios da reunião no Planalto lembrada por Moro.

As incertezas políticas foram um dos argumentos utilizados pela Fitch Ratings para revisar a perspectiva para a nota de crédito soberano do Brasil para negativa. Completam as razões para a mudança as dificuldades do cenário econômico e fiscal.


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