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Se os últimos anos deixaram alguma certeza para o mundo dos investimentos é a constatação de que ninguém sabe o que vai acontecer amanhã. Quando parece que a crise econômica foi superada, surge uma ameaça de guerra, e quando a paz desponta no horizonte, aparece do nada uma pandemia. Claro que esses solavancos provocam oscilações nem sempre agradáveis para quem tem recursos investidos em ativos tradicionais.

Ressabiados com esse comportamento oscilante e em busca de um sono mais tranquilo, cada vez mais investidores buscam maneiras de ‘descorrelacionar’ suas carteiras do contágio pelos efeitos de crises, guerras, bate-bocas políticos e pandemias.

Nesse cenário, têm ganhado força a cada dia os chamados ativos alternativos sustentáveis. Como exemplo, um dos representantes desse segmento são os projetos de infraestrutura solar, eólica e outros da chamada energia verde.

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Considerando os fatos ocorridos durante a pandemia, é possível entender como esse tipo de investimento consegue manter o desempenho de uma forma descorrelacionada com o que está acontecendo no mercado financeiro tradicional.

Isso porque, se por um lado o isolamento social e as consequentes paralisações da atividade industrial reduziram a demanda por energia em uma escala global, por outro, a participação de fontes renováveis no fornecimento de eletricidade aumentou porque a produção de fontes renováveis não depende tanto da demanda quanto os métodos tradicionais.

Outro aspecto vantajoso é que a energia solar, eólica e outros produtores sustentáveis geram eletricidade com mínimo impacto ambiental. Para muitos investidores verdes, isso é suficiente para se ter preferência por esse tipo de investimento, que consegue juntar o útil ao agradável.

O assunto tem chamado tanta atenção que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) iniciou a promoção de um fórum online de debates públicos sobre a temática das Tendências de Títulos Verdes e Sustentáveis no Brasil.

A iniciativa é realizada em formato de webinars e conta com a parceria do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), da SSE Initiative e da B3, com o apoio do Laboratório de Inovação Financeira (LAB).

De acordo com o presidente da CVM, Marcelo Barbosa, o objetivo é conhecer melhor as perspectivas de investidores e emissores em relação ao financiamento de projetos voltados à temática sustentável.

No dia 29 de julho, foi realizado o primeiro dos debates com o tema: “Títulos Verdes, Sociais e Sustentáveis: Panorama Atual e como Implementar”. A próxima discussão está agendada para o dia 12 de agosto com o tema “Tendências de Mercado e Regulatórias para Fomentar Títulos Verdes e Sustentáveis no Brasil”.

Uma pesquisa realizada pelo JP Morgan, nos Estados Unidos, revelou que 85% dos investidores têm interesse neste segmento, sendo que o percentual sobe para 95% quando se trata apenas dos investidores da geração millennium (18 a 37 anos).

Com relação ao mercado brasileiro, existe uma constatação de que as oportunidades superam significativamente os desafios no médio e longo prazo.

A análise consta do estudo “O mercado emergente de finanças verdes no Brasil”, publicado em junho pelo projeto Finanças Brasileiras Sustentáveis (FiBraS) com contribuições do Laboratório de Inovação Financeira (LAB) e da Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN).

O trabalho cita que foram identificadas oportunidades de investimentos em 105 projetos no país, somando R$ 1,6 trilhão nos próximos anos. Parte desses projetos têm potencial de ajuste, adequação e evolução para “tornarem-se” verdes e, consequentemente, serem financiados por meio de soluções financeiras já existentes (por exemplo, debêntures incentivadas verdes) ou que ainda podem ser desenvolvidas, permitindo o acesso a investidores locais e internacionais.

Finalmente, talvez um argumento definitivo em favor dos ativos alternativos sustentáveis seja o fato de que, além de descorrelacionar a carteira para os dias atuais, eles também ajudam a evitar que os impactos ao meio ambiente provoquem mais solavancos ao planeta e, consequentemente, às finanças no futuro.

  
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