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Bolsas na Europa caem com economia fraca e quebra da centenária Thomas Cook; Ibovespa recua e dólar sobe para R$ 4,17

As bolsas na Europa abriram em queda hoje, repercutindo indicadores ruins da economia e a quebra de uma tradicional empresa de turismo, a Thomas Cook, que deixou 150 mil clientes no meio do caminho, no que pode ser a primeira grande vítima do Brexit. O índice dos gerentes de compras (PMI na sigla em inglês) composto (que reúne dados de manufatura e serviços) caiu de 51,9 em agosto para 50,4 em setembro, atingindo o menor nível desde junho de 2013, um indicador de que a economia europeia continua fraca e que os juros negativos do Banco Central Europeu (BCE) não estão adiantando muito. Na Alemanha, maior economia da Europa, o índice PMI da manufatura ficou em 41,4 em setembro, ante uma previsão de 44 do mercado, enquanto os serviços ficaram em 52,5, para 54,3 previstos.

Resgate de 150 mil viajantes ilhados

Hoje também foi anunciado o fim das atividades da britânica Thomas Cook, empresa de turismo de 178 anos, que deixou milhares de pessoas sem ter como voltar para casa em vários países e obrigou o governo a organizar uma operação de emergência para socorrer cerca de 150 mil clientes. A empresa valia no mercado 1,85 bilhão de libras, ou US$ 2,3 bilhões há 18 meses, e atribuiu o pedido de falência à execução de dívidas por parte de grandes credores, a queda na procura por pacotes para o inverno devido à onda de calor no verão e os primeiros efeitos da complicada negociação da saída do Reino Unido da União Europeia, o que teria levado clientes a adiarem suas viagens.

O Índice Euro Stoxx 600, que reúne as principais ações das bolsas da região, caía 0,75% agora pela manhã, com o DAX, de Frankfurt, recuando 1,05%, o CAC, de Paris, 0,99% e o Financial Times, de Londres, 0,13%.

Nos EUA, expectativa com PIB e China

Economia fraca na Europa, ameaçando voltar para a recessão não ajuda a expectativa para os demais países e suas bolsas de valores. Nos Estados Unidos, o destaque econômico da semana será a divulgação da estimativa final do PIB dos EUA do segundo trimestre deste ano na quinta-feira, afirma o Banco Fator. Mas a relação dos EUA com a China também volta ao radar, observa o banco, lembrando que, na semana passada, a visita de uma comissão chinesa nos EUA acabou antes que o esperado e que o presidente americano Donald Trump voltou a defender que só irá fechar um acordo abrangente com a China, descartando a chance de acordos parciais.  Em outubro, começa uma nova rodada de negociações.

Nos EUA, os índices não têm uma tendência única, com o Dow Jones em pequena queda de 0,07% e o Standard & Poor’s 500, 0,02%, mostrando uma cautela maior dos investidores.

Ibovespa abre em queda e dólar atinge R$ 4,17

No Brasil, o Índice Bovespa abriu em baixa de 0,56%, aos 104.228 pontos, na expectativa da ata do Copom amanhã, que pode definir de maneira mais clara a tendência dos juros básicos da economia. No mercado futuro, as taxas estão em alta, indicando uma correção depois das fortes quedas de quinta e sexta-feira. O dólar está em alta, a R$ 4,17 para venda no mercado comercial, um fator de pressão sobre os preços dos produtos importados ou com referência internacional.

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