Notícias que impactam suas ações e investimentos!

Entenda como as taxas de juros influenciam no fluxo de capitais

No final de julho de 2019, o Fomc (Federal Open Market Committee), nos EUA, e o Copom (Comitê de Política Monetária), no Brasil, anunciaram mudanças em suas políticas monetárias. Naquele país, houve corte de 0,25% na taxa básica de juros e, por aqui, o Banco Central do Brasil (Bacen) reduziu a Selic em 0,50%.

Logo depois, em setembro do mesmo ano, o Federal Reserve (Fed) anunciou novos cortes. A taxa básica que passou para um intervalo de 2,00%-2,25% com os cortes, foi reduzida, mais uma vez, em 0,25%. Agora, encontra-se em um intervalo de 1,75%-2,00%.

Mas por que houve tanta expectativa do mercado em torno dessas mudanças?

O sócio da Ipê Investimentos Sérgio Brito aponta que as taxas básicas de juros das principais economias do mundo podem influenciar o fluxo de capital no mercado financeiro e também permitem que empresas se desenvolvam nos países. “Quando há redução nas taxas básicas de juros, alguns mercados ficam mais atrativos em relação a outros e, assim, surge o fluxo de capitais. Quando os juros caem, o crédito também fica mais barato, ou seja, as empresas começam a tomar mais empréstimos por um menor valor, entregam mais dividendos, se desenvolvem e atraem mais capital”, explica.

Na visão do sócio da Ipê, o investidor de longo prazo deve acompanhar o fluxo de capital ao mercado de ações. Segundo ele, esse tipo de investidor acredita na valorização das empresas e na geração de caixa em uma margem grande de anos e, “por isso, em um cenário com o corte de juros no Brasil, o investidor de longo prazo deve aumentar a exposição e aplicar na renda variável para obter melhores resultados em sua carteira”, aconselha.

Quando há corte em dois países fortes economicamente, como ocorreu em julho entre Brasil e Estados Unidos, Brito acredita que um dos países ainda permanece mais atrativo que o outro. “Na minha experiência, vejo que, com o corte em dois países, aquele que tiver um corte maior vai atrair o capital estrangeiro, porém com menor intensidade do que o esperado. Com o corte da Selic, por exemplo, o mercado brasileiro teve maior movimentação porque os investimentos de renda fixa passaram a render menos que os investimentos de renda variável e o que o investidor procura é a rentabilidade alta”, finaliza.

Parceria

Receba notícias diretamente em seu celular ou tablet. Inscreva-se agora!