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Se você é profissional autônomo ou empreendedor, já deve ter percebido a dificuldade em fazer planos financeiros. A renda varia muito de um mês para o outro, projetos fechados atrasam o pagamento, alguns meses são uma loucura enquanto outros não geram nenhuma receita. 

Essa variação (que parece ter ficado mais brusca nos últimos meses) traz desafios para a organização e o planejamento financeiros, principalmente quando você ainda não tem o montante de dinheiro necessário para compor o que chamamos de reserva mínima de emergência ou capital de giro de negócio. 

Dessa vez, não vou tentar suavizar a situação: o assunto é complexo mesmo. Cada caso é um caso porque cada atividade possui características e sazonalidades específicas. E, para ajudar, quem está no olho do furacão (responsável pela atividade produtiva e geração de receita) está sujeito também ao que amplamente é chamado de miopia do empreendedor.

Ou seja, é normal que a sua capacidade de enxergar a situação de forma ampla e estratégica seja fortemente prejudicada porque você precisa dar conta de resolver os problemas urgentes e importantes que surgem no dia a dia. 

Como lidar com essa questão? É o que eu vou sugerir nos próximos parágrafos. Continue a leitura. 

Determine a necessidade de capital

De quanto dinheiro você precisa, mensalmente, para pagar as contas? E quanto dinheiro você consegue, mensalmente, fazer com o seu negócio ou trabalho? 

Se você não tem clareza desses números, sugiro acompanhá-los por aplicativos que fazem a conciliação bancária usando controle automáticos (sim, já é possível!). Você só precisa criar o hábito de olhar esses números e acompanhar o seu nível de receitas e despesas mensais. Algumas sugestões: GuiaBolso, Olivia, e QuickBooks.

Considere a média móvel dos últimos três meses para extrair as informações sobre a capacidade de poupança mensal, que deve corresponder a pelo menos 20% da renda no período. Com as despesas, o raciocínio é semelhante: elas deverão representar, no máximo, 80% da renda no período. 

Se você gasta mais do que consegue produzir, há um problema que precisará resolver. Nenhum negócio ou orçamento sobrevive quando as saídas são maiores que as entradas. Quando fazer dinheiro está difícil, veja a situação como uma oportunidade para repensar a atividade produtiva como um todo. Tenha em mente que o dinheiro recebido é proporcional ao valor econômico gerado. 

Não se comprometa com dívidas de longo prazo se a receita é de curto prazo

Essa é uma variável clássica para a avaliação de orçamentos: quando os compromissos financeiros são de longo prazo e as receitas são de curto prazo, sinal amarelo para a forma de lidar com o dinheiro. 

Isso porque quando o pagamento de boletos é certo e a receita é incerta, se alguma coisa diferente do planejado ocorrer você terá problemas para conseguir quitar as dívidas. Foi o que aconteceu, por exemplo, com o unicórnio WeWork

Com a promessa de revolucionar o mercado imobiliário e o espaço físico das empresas, o excêntrico Adam Neumann assumiu aluguéis de longuíssimo prazo e fechava contratos de sublocação de curto prazo. Escândalos à parte, na véspera do IPO da empresa (em outubro de 2019), grandes investidores levantaram questionamentos acerca da sustentabilidade do negócio. 

Tenha um benchmark e acompanhe o crescimento relativo

Se você fizer um teste aleatório e tirar a nota quatro, consegue me dizer se é um resultado bom ou ruim? Se a sua resposta foi “depende”, você está no caminho certo. Isso porque a nota quatro em uma escala de zero a dez é insuficiente, enquanto em uma escala de zero a cinco é boa. Percebe a diferença? 

O que muda de um caso para outro é o referencial, e o mesmo se aplica a salários, preços dos produtos, crescimento do negócio e qualquer remuneração advinda de um investimento ou atividade produtiva.

Minha sugestão para a busca da sustentabilidade financeira, é que você tenha um referencial para medir o sucesso do valor econômico gerado. Por exemplo, se você trabalha com serviços, deve saber que a variação da receita nominal acumulada desse setor nos últimos 12 meses, segundo o IBGE, foi de -1,1%. 

Isso significa que, se nos últimos 12 meses você teve uma redução próxima a esse valor nas suas receitas, você está em linha com o que tem acontecido com o setor no Brasil. Caso a variação nominal das suas receitas nesse período tenha sido inferior, você está com problemas. Se foi superior, está no caminho certo. 

Você consegue consultar os benchmarks para o seu setor de atuação no site do IBGE, que embora já tenha melhorado muito, ainda não é dos mais amigáveis. Ou por meio de notícias na internet que sintetizem os resultados das pesquisas econômicas. Minha sugestão é: só não deixe de fazê-lo. 

Por mais trabalhoso que seja ter a informação correta quando o assunto é futuro financeiro, esse dado pode fazer toda a diferença.

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