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O temor internacional de que o coronavírus se torne uma pandemia global abalou os mercados financeiros nesta segunda-feira (27).

Seguindo as principais bolsas do mundo, o Ibovespa, principal índice acionário da B3, a bolsa brasileira, fechou o dia em forte queda de 3,29%, aos 114.481,84 pontos. Essa foi a maior queda percentual do índice desde 27 março de 2019, quando caiu 3,57%.

Outro efeito colateral do coronavírus é a tendência de valorização do dólar dos EUA no mercado global, pela aversão dos investidores a risco. Aqui no Brasil, o dólar comercial encerrou o dia com valorização de 0,58%, sendo cotado a R$ 4,210.

Veja os principais fatores que podem influenciar os marcadores na sessão de hoje:

Mercados internacionais

Por causa do Ano Novo Chinês, as bolsas de Hong Kong, China e Coreia do Sul não abriram, mas a bolsa do Japão fechou com forte queda, de 2,03%. O medo do coronavírus faz com que os mercados mundiais tenham perdas. Apesar das medidas de contenção, a China admite que o avanço do vírus ainda não está controlado.

Os índices da Europa operam majoritariamente em forte queda e os futuros de Nova York também apontam para uma abertura no vermelho.

China não segura avanço do vírus

O governo chinês admitiu que as medidas para tentar conter o avanço do coronavírus estão sendo pouco efetivas. O país já destinou US$ 9 bilhões para frear a epidemia e já restringiu a circulação de pessoas em 13 cidades. Na cidade de Wuhan, local onde surgiu a nova cepa (variedade) do vírus, foi construído um novo hospital, com 1 mil leitos, seguindo o modelo de contenção utilizado na última epidemia da síndrome respiratória aguda grave (SARS).

Até os últimos levantamentos divulgados, a doença, que já matou 80 pessoas e contaminou mais de 2,7 mil, tem se espalhado pelo mundo e já atingiu 11 países em quatro continentes.

Trump, aço e alumínio

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um aumento nas tarifas sobre produtos derivados do aço e do alumínio, de 25% e 10%, respectivamente. Os países Austrália, Argentina, Brasil, Canadá, México e Coreia do Sul estão isentos das taxas sobre o aço e Argentina, Austrália, Canadá e México, do adicional sobre produtos derivados de alumínio.

Bolsonaro na Índia

O presidente Jair Bolsonaro e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, assinaram no sábado (27), em Nova Délhi, acordos bilaterais que incluem as áreas comerciais, de bioenergia, segurança cibernética e agropecuária. O destaque vai para a assinatura de uma joint-venture (acordo entre empresas por tempo determinado) entre a Taurus e o indiano Jindal Group para a fabricação de armas e transferência de tecnologia brasileira.

Boletim Focus

O Banco Central divulgou hoje (27) mais uma edição do Boletim Focus, que traz expectativas do mercado para alguns indicadores da economia. Para 2020, a inflação oficial recuou de 3,56% para 3,47%, a quarta redução seguida, abaixo do centro da meta de 4,00% e dentro da margem de erro de 1,5%. Já para 2021, as projeções foram mantidas, com alta de 3,75%, também dentro do centro da meta para o ano que vem.

Para a taxa básica de juros, é esperada uma redução de 0,25% na reunião de fevereiro do Comitê de Política Monetária (Copom). A Selic deve ser mantida assim até o final de 2020, marcando o fim do ciclo de cortes do Banco Central. Já para 2021, deve ser elevada ao patamar de 6,25%

Em relação ao dólar, as apostas de 2020 foram elevadas de R$ 4,05 para R$ 4,10, após encerrar 2019 a R$ 4,01. Por fim, o Produto Interno Bruto (PIB) de 2020 teve sua estimativa elevada de 2,30% para 2,31% e se manteve em 2,50% para 2021.


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