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Por Ana Julia Mezzadri, da Investing.com – Em seus resultados do terceiro trimestre, a CSN alcançou lucro de R$ 1,26 bilhão. Segundo Marcelo Cunha Ribeiro, diretor de RI, na teleconferência de resultados, a empresa no período teve um aumento de receitas recorde, com aumento de preços e boa performance operacional. A alta nos preços deve continuar, com cerca de +10% para o aço em novembro, além de um reajuste entre 40% e 53% para as montadoras.

Às 14h35, as ações CSNA3 subiam 1,75%, a R$ 19,79.

Ribeiro destacou durante a conferência o Ebitda alcançado no trimestre, “de longe o melhor da história”. Para isso, além do aumento de receita, trabalhou também a forte redução de custos. Segundo Benjamin Steinbruch, presidente da CSN , a companhia passou por um programa muito forte de redução de despesas. “Preparamos a empresa para uma guerra, para um mercado muito ruim”, que acabou sendo melhor do que o esperado, disse o executivo.

Além disso, Ribeiro apontou para o fato de que a forte geração de caixa, junto com o alongamento da dívida, levaram a CSN a uma melhor situação de liquidez. “Reduzimos nosso endividamento, que continua elevado mas teve queda significativa”, completa. Atualmente, a alavancagem da empresa está em 3,5x, e a meta para o fim do ano foi mantida em 3x. Os fortes resultados, porém, permitiram uma meta mais agressiva para 2021, de 2,5x e menos R$ 7 bilhões de dívida.

As margens de rentabilidade também atingiram níveis históricos, resultado, segundo o diretor de RI, da força de todos os conjuntos de negócios da CSN — todas as unidades mostraram crescimento expressivo.

A siderurgia teve evolução muito forte do ponto de vista de volumes, que cresceram 27% em relação ao segundo trimestre. Segundo Ribeiro, grande parte desse crescimento veio do mercado doméstico — vale notar que a CSN teve crescimento superior ao do mercado. Nesse setor, “hoje conseguimos enxergar estabilidade, ou até crescimento, para 2020”, completa.

Outro ponto que tem ajudado a performance do setor é a queda da importação do aço. Além disso, há mais potencial de exportação, segundo Luiz Fernando Martinez, diretor executivo: “Os fornos da China trabalham com mais de 90% de utilização e o mercado está crescendo, então eles tem que importar. E já importam do Brasil.”

O total de vendas cresceu 6% em relação a 2019, em comparação à queda de 9% do mercado no geral. Especificamente no mercado de aços longos, a CSN teve crescimento de 8% contra alta de 1% do mercado.

No segmento de mineração, a CSN já foi capaz de alcançar os mesmos volumes do ano passado. Além disso, a redução dos custos por tonelada permitiu um aumento do Ebitda.

O segmento de cimento, por sua vez, tem ganhado uma relevância cada vez maior, principalmente devido à força do mercado de construção. Nessa área, a CSN tem visto um equilíbrio favorável entre oferta e demanda e um crescimento na rentabilidade.

Para 2020, as perspectivas da CSN são que o mercado de aços planos deva cair em torno de 5%, e o de aços longos, crescer entre 1% e 2%. A distribuição deve ter crescimento de, no mínimo, 3%. Outro ponto que merece destaque é a queda do setor automotivo, que deve ser menor do que a esperada, 30% contra 45% anteriormente.

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