Décimo terceiro e restituição do IR: veja dicas de como usar o dinheiro extra

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Em geral, o período que abrange as festas de fim de ano, réveillon e férias escolares  é uma época de aperto financeiro para as pessoas. Celebrações, viagens, presentes, IPVA e material escolar, tudo isso de uma vez, representam um desafio para as finanças pessoais.

Nesse cenário, a renda extra proveniente do décimo terceiro e da restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) pode representar um alívio no orçamento.

Na SpaceDica de hoje, vamos dar orientações para o aproveitamento máximo desse  recurso adicional. Confira a seguir.

O que é o 13º salário?

O décimo terceiro salário é uma garantia para quem trabalha com carteira assinada segundo o regime da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Ele é pago tendo como referência o último salário recebido, em duas parcelas: a primeira, até dia 30 de novembro, e a segunda, até dia 20 de dezembro, momento em que são descontados imposto de renda, INSS e pensão alimentícia, quando houver.

Isso vale para quem esteve empregado durante o ano inteiro; para quem começou a trabalhar no meio do ano, é preciso dividir o valor do salário de novembro por 12 e multiplicá-lo pelo número de meses trabalhados. Não entra na conta do 13º os meses que tenham menos de 15 dias trabalhados.

Segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o valor médio do décimo terceiro salário deste ano será de R$ 2.451, 5,4% a mais do que no ano anterior.

Penúltimo lote do imposto de renda

Também foi liberado, no dia 8 de novembro, o 6º e penúltimo lote da restituição do IRPF de 2019. O dinheiro total destinado aos contribuintes por essa via será de R$ 2,1 bilhões, equivalente a uma média de R$ 1.538 por pessoa.

O valor recebido é corrigido pela taxa básica de juros (Selic), mas, assim que entrar na conta, não pode mais ser alterado. Para os que ainda não receberam, existe mais um lote que precisa ser distribuído.

Como usar esse dinheiro?

Cleide Rodrigues, fundadora do site Universo Econômico e colunista da SpaceMoney, dá dicas de quais devem ser as prioridades para gastar o dinheiro extra de fim de ano.

“Primeira coisa, nós estamos em um país com 63 milhões de endividados. A melhor opção nesse momento é olhar para as dívidas e abater aquelas com os juros mais altos”.

 

A segunda alternativa é construir uma reserva de emergência. A reserva mais comum é a poupança, investimento que guarda 65% das reservas dos brasileiros.

Entretanto, existem outros investimentos que podem render mais, como Tesouro Direto, Certificados de Depósito Bancário (CDB) e fundos de renda fixa. Essas três alternativas à poupança são as mais indicadas porque são parecidas em liquidez e segurança, porém com uma maior rentabilidade.

“Essa reserva de emergência tem de ser de baixo risco e alta liquidez. Se você é uma pessoa com um emprego mais estável, o indicado é guardar três meses do salário. O 13º pode ser o primeiro mês”, comenta Cleide.

Presentes de fim de ano

Para quem já pagou as dívidas e já tem uma reserva de emergência, aí, sim, é o momento de comprar os presentes, sem perder de vista a fatura do cartão. “As pessoas precisam aprender a lidar com a vida que elas têm, com a realidade que elas têm. Muita gente compra presente sem poder. Não tem como comprar presente de Natal e ficar no cheque especial”.

A expectativa é que o pagamento do 13º deve injetar mais de R$ 214 bilhões na economia, equivalente a cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB), indicador que representa a soma de toda a riqueza produzida no Brasil.

Cleide Rodrigues vê boas perspectivas para a economia que, segundo ela, está respirando por aparelhos na UTI. “Para 2020 eu estou muito otimista. Apesar de o desemprego ser o último índice a se mexer, o ano que vem pode ser um ano bom pra todo mundo”, conclui Cleide.

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