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Educação financeira é ter consciência e refletir sobre as escolhas, diz especialista

Em entrevista exclusiva, educadora financeira Mariana Congo fala sobre a importância do tema para o bem-estar das pessoas

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Entre os dias 30 de setembro e 06 de outubro de 2019, acontece ao redor do mundo a World Investor Week (WIW), ou a Semana Mundial do Investidor. Esse evento possui 90 países participantes e já se encontra em sua terceira edição.

A programação internacional inclui, gratuitamente, seminários, workshops, oficinas e cursos. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) faz parte da presidência da WIW e é responsável pelas atividades que estão acontecendo no Brasil.

Na visão de Mariana Congo, educadora financeira da fintech de investimentos Magnetis, a Semana Mundial do Investidor tem grande importância ao ajudar investidores – iniciantes e experientes – a aplicar com segurança e entender o impacto da educação financeira em suas vidas. “Por ela [educação financeira] estar sendo muito falada, nós conseguimos levar esse tema para mais pessoas. Além disso, esses eventos fazem com que as pessoas fiquem mais dispostas aprender sobre finanças”, afirma.

Mas, afinal, você sabe o que é essa educação financeira, tema que, de uma hora para a outra, se tornou tão comentado? Se você nunca ouviu falar nisso ou sabe pouco a respeito, continue lendo a matéria porque a SpaceMoney vai esclarecer alguns pontos desse assunto para você!

O que é educação financeira?

Segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), educação financeira é “o processo mediante o qual os indivíduos e as sociedades melhoram a sua compreensão em relação aos conceitos e produtos financeiros, podendo fazer escolhas bem informadas e melhorar o bem-estar”.

Em outras palavras, a educação financeira pode ser entendida como um planejamento econômico. Por meio de informação e orientação, as pessoas passam a calcular seu custo de vida, identificar gastos exagerados, poupar dinheiro e investir para alcançar metas.

“Todo mundo precisa saber lidar com dinheiro. Não importa o salário ou a classe social. As pessoas precisam saber com o que gastam e o que querem fazer com o dinheiro. Finanças não é só a ideia de investir para ficar rico. Eu vejo mais como uma questão de planejamento financeiro para viver bem, dar boas condições para a família. Portanto, é um exercício para você refletir sobre as escolhas que você faz com o seu dinheiro”, explica Congo.

Qual é a importância?

Em maio de 2019, dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostraram que a parcela de famílias endividadas no Brasil atingiu, naquele mês,  o maior índice desde 2015: 63,4%. Além desse número, a apuração mostrou que 79% das dívidas tinham origem no uso de cartões de crédito.

“Quando analisamos esses números precisamos lembrar que há muitas pessoas desempregadas e que não conseguem pagar contas básicas. Essa é a situação mais triste e expressa um problema em nosso sistema. Entretanto, também há pessoas que se endividam por conta do consumo exagerado e pela falta de planejamento financeiro”, esclarece Congo.

Além disso, a educadora financeira afirma que, no segundo caso, a educação financeira faria diferença para essas pessoas. “Com o planejamento, a pessoa começa a questionar uma compra, organizar as finanças, estabelecer metas, analisar os tipos de gastos na rotina. Provavelmente ela começará a mudar seus hábitos e também verá o dinheiro sobrando no fim do mês”.

“Acredito que a importância da educação financeira é fazer a pessoa ter consciência. Refletir sobre as escolhas”, completa.

O Brasil será o país dos investidores?

Em abril de 2019, a B3, a bolsa brasileira, bateu o recorde de investidores pessoas físicas. Agora, ao todo, 1 milhão de pessoas participam da negociação de ações  na BM&FBovespa.

Entretanto, mesmo com o recorde, o Brasil não pode comemorar tanto. Esse valor corresponde somente a 0,5% da população brasileira. Em países europeus e asiáticos, o número de pessoas investindo em renda variável varia de 20% a 30% da população.

 
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Segundo Congo, os principais fatores que levaram ao aumento do número de investidores foram a queda dos juros e a reforma da previdência. “Com os juros baixos, a renda fixa fica menos atrativa. Assim, as pessoas buscam lugares para obter mais ganho. Além da mínima histórica da Selic, temos a questão da previdência. Aos poucos, as pessoas percebem que não dá para depender apenas da aposentadoria do governo e buscam investir para ter mais conforto no futuro”, opina.

Além disso, outro ponto importante que influenciou no aumento do número de investidores, na visão de Congo, é a desbancarização. Durante décadas os bancos consolidaram seus nomes e atraíram clientes para investir por meio deles. Agora, a grande oferta de corretoras e fintechs proporciona mais opções, informações e praticidade para o investidor aplicar. “Com o aumento da competitividade e da concorrência, surgem mais opções para o investidor”, compartilhou.

O que você pode fazer na Semana do Investidor?

Por fim, se você está começando a entender o mundo dos investimentos agora, fique atento à programação da Semana Mundial do Investidor e aprofunde seus conhecimentos. “Nunca é tarde para começar. Se você tem medo ou está no comodismo, comece com passos pequenos. Pegue 100 reais da poupança e aplique em um fundo, no Tesouro e afins para sentir como é a variação e como os investimentos funcionam. Após pegar a confiança, comece a aplicar mais. Começar devagar é melhor do que não começar”, aconselhou Congo.

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