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Oferta de ações do BB já tem até 70% de demanda

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Investing.com -O follow-on do Banco do Brasil (SA:BBAS3) que já está na praça teria atraído o interesse de cerca de 65% a 70% da demanda inicial da oferta, isso com apenas alguns dias em circulação de apresentações a investidores. As informações são da edição da Coluna do Broadcast, do jornal O Estado de S.Paulo, nesta terça-feira.

A publicação informa que os roadshows mostraram que o apetite do mercado pelos papéis está, até o momento, no preço de mercado das ações negociadas na bolsa brasileira. Assim, de acordo com a coluna, isso sinaliza que os investidores confiam nas possibilidades que o banco tem para crescer.

 
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A oferta subsequente deve fazer com que os preços dos papéis do BB (SA:BBAS3) sejam pressionados para baixo, uma vez que os investidores têm como objetivo ganhar com a operação. Na visão do jornal, um eventual desconto dos papéis só deve ser definido mais perto do final da oferta, marcada para o dia 17.

Considerando o valor de fechamento da sessão de ontem, quando o Banco do Brasil (SA:BBAS3) teve queda de quase 4%, a operação levantaria cerca de R$ 5,80 bilhões.

Outra questão levantada pela publicação é que a oferta do BB (SA:BBAS3) ainda não está disponível para o varejo, que terão as reservas iniciadas somente na próxima quinta-feira. A tendência é que com a participação do próprio BB, da Caixa Econômica Federal, além da XP Investimentos, o apelo para as pessoas físicas seja ainda maior. Reforçando a tendência de menor desconto.

Na semana passada, a mesma coluna informou por questões burocráticas, além do prazo curto, o governo federal não participaria da oferta como vendedor, uma vez que não teria tempo hábil para fazer a transferência de suas ações para o BNDES. A fatia da União era estimada em cerca de R$ 1 bilhão.

Serão negociados os papéis detidos pelo FI-FGTS, administrado pela Caixa Econômica Federal, e o limite para a venda de até 64 milhões de ações mantidas na tesouraria do BB (SA:BBAS3).

Técnicos do BNDES criticam follow-on

A edição de hoje do jornal Valor Econômico informa que as discussões sobre a forma de venda das ações do Banco do Brasil (SA:BBAS3) detidas pela União levaram ao primeiro conflito entre a nova diretoria do BNDES e os técnicos do banco de fomento. Enquanto a nova diretoria da área de Mercado de Capitais, Participações e Reestruturação de Empresas, comandada por André Laloni, defende a realização de uma oferta pública, os funcionários de carreira do banco considera mais segura a venda dos papéis diretamente na bolsa.

O conflito levou à destituição da superintendente jurídica do BNDES, Luciana Tito, por discordar do prazo dado para realização da venda das ações do Banco do Brasil (SA:BBAS3) pertencentes à União, o que levou funcionários do banco a realizarem ontem um protesto na frente do banco contra saída de Tito.

Os funcionários defendem a venda direta das ações na bolsa, pela mesa de operações do banco, com as ordens de venda distribuídas por dezenas de corretoras sem que os compradoras soubessem que o BNDES estaria por trás da operação. Neste caso, os técnicos consideram que preços melhores seriam obtidos para a União em vez da oferta pública, que podem levar à queda de preços devido à fixação de preço em um único processo, além de realizar pagamento de comissões a bancos.

Outro motivo para a venda direta em bolsa das ações é o receio do corpo técnico com o Tribunal de Contas da União (TCU), segundo fonte ouvida pelo Valor. O TCU está ultimamente olhando com lupa as atividades realizadas pelo banco e, recentemente, questionou as operações envolvendo ações da JBS (SA:JBSS3)

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