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Europa aumenta receio de recessão global; bolsas caem

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As bolsas de valores fecharam em baixa hoje, acompanhando a piora das expectativas com relação à economia mundial após números ruins da Europa. Os índices dos gerentes de compras (PMI na sigla em inglês) da Europa e da Alemanha ficaram abaixo do esperado, indicando menor atividade apesar dos esforços do Banco Central Europeu (BCE) em ativar a economia com juros negativos e recompra de títulos dos bancos. Os dados provocaram quedas nas bolsas europeias, com o Índice Euro Stoxx 600, que reúne os principais papéis da região, terminando em queda de 0,80%. O Dax, de Frankfurt, perdeu 1,01%, o CAC, de Paris, 1,05% e o Financial Times, de Londres, 0,26%.

Bolsas americanas fecham sem tendência única

Também com os novos sinais de impasse nas negociações comerciais entre China e Estados Unidos, depois da missão chinesa deixar Washington mais cedo na semana passada, os mercados americanos também perderam a força e fecharam praticamente estáveis, com o Dow Jones subindo 0,06% enquanto o Standard & Poor’s 500 caía 0,01% e o Nasdaq recuava 0,06%. O petróleo subiu 0,69%, para US$ 58,49 o barril do tipo WTI negociado em Nova York. Já o ouro subiu 0,95%, para US$ 1.529,50 a onça-troy (31,104 gramas).

No Brasil, o Índice Bovespa fechou em queda de 0,17%, aos 104.637 pontos, depois de cair até os 104.019 pontos. O volume negociado foi de R$ 11,133 bilhões, abaixo da média de R$ 16 bilhões por dia no ano. O mercado brasileiro aguarda amanhã a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) que reduziu os juros na semana passada de 6% para 5,5% ao ano e pode confirmar novas quedas. Amanhã também as atenções estarão voltadas para o discurso do presidente Jair Bolsonaro na abertura da assembleia-geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Macron propõe aliança pela Amazônia sem o Brasil

Ele deve dar uma resposta às críticas de diversos países à política ambiental brasileira e às queimadas na Amazônia. Hoje, na Cúpula do Clima, que também acontece em Nova York, o presidente francês Emmanuel Macron e outros líderes apresentaram uma aliança, sem o Brasil, para proteger a Amazônia e outras florestas tropicais, e inclui nova ajuda de US$ 100 milhões. Bolsonaro também teria um jantar com o presidente Donald Trump, mas a reunião não foi confirmada e não consta na agenda do americano. Hoje, ao visitar a ONU, Trump foi questionado sobre o encontro, mas afirmou apenas que Bolsonaro “é um bom homem”.

Petrobras segura Ibovespa

A queda do Ibovespa não foi maior porque Petrobras subiu e segurou um pouco o índice. A ação preferencial (PN, sem voto) subiu 1,78%, enquanto outros papéis importantes caíam, como Vale ON, que recuou 0,66% e Itaú Unibanco PN, 0,32%.

As maiores altas do dia foram de Suzano ON, 3,42%, Cielo ON, 2,62%, ViaVarejo ON, 2,16%, Fleury ON, 1,47% e Petrobras PN. As maiores quedas foram de CVC Brasil ON, 3,70%, Localiza ON, 3,33%, Cosan ON, 2,53%, Embraer ON, 2,05% e Gol PN, 1,90%.

Juros se ajustam e dólar sobe com cenário externo

Os juros futuros subiram hoje, ajustando-se depois das quedas fortes da semana passada. O contrato para janeiro de 2021 voltou para 5%, em alta de 0,02 ponto percentual. Para janeiro de 2022, a projeção subiu para 5,61%, ou mais 0,04 ponto, e par 2024, 6,50%, também mais 0,04 ponto.

Já o dólar comercial subiu 0,42% e fechou vendido a R$ 4,17 no mercado comercial.

Para Pablo Stipanicic Spyer, diretor da corretora Mirae Asset, os mercados de juros futuros se ajustaram depois das mínimas históricas registradas na semana passada, o que pode ser visto como um movimento natural, influenciado também pela alta do dólar comercial, que pode ter algum impacto nos preços e na inflação. Já a moeda americana reagiu à piora do cenário externo, com a desaceleração da economia na Europa e o temor da guerra comercial.

A moeda brasileira foi uma das que mais perdeu em relação ao dólar hoje, afirma o executivo. Mas, “teimosamente”, apesar das pressões hoje e nos dias anteriores, a moeda americana não chega aos R$ 4,20, provavelmente pelo receio de que o Banco Central poderá atuar mais firmemente se o dólar chegar a esse nível, acredita Spyer. Houve também o adiamento em um dia da votação da reforma da Previdência no Senado, de amanhã para quarta-feira.

Contas externas têm déficit maior com novo cálculo

O déficit em conta corrente de agosto foi de US$ 4,3 bilhões acumulando no ano US$ 30,3 bilhões. Os investimentos diretos no país (IDP) de agosto foram de US$ 9,5 bilhões e no ano atinge 41,2 bilhões. Em 12 meses, o IDP está em 72 bilhões, significando 3,91% do PIB. O BC mudou também o cálculo do balanço de pagamentos, o que aumentou o déficit externo do país nos anos anteriores. Segundo Álvaro Bandeira, economista-chefe do banco digital Modalmais, dá para dizer que houve deterioração das contas externas com o pior agosto desde 2014, mas isso ainda não acende luz vermelha. Em agosto, houve saída de ações no valor de US$ 3,5 bilhões e de renda fixa de US$ 3,1 bilhões.  “Isso mexeu negativamente com a Bovespa”, afirma.

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