O Ibovespa, principal índice acionário da B3, a bolsa brasileira, operava com forte queda durante o pregão desta quarta-feira (18), seguindo os mercados internacionais, assustados com o coronavírus. Por volta das 12h30, as perdas eram de 8,9%, aos 67.972,82 pontos. O circuit breaker é acionado quando a baixa chega a 10%.

O dólar comercial tinha alta, com valorização de 1,51% ante o Real e cotado a R$ 5,078. Mais cedo, divisa chegou a valer mais de R$ 5,15. No começo da semana, a moeda norte-americana renovou a máxima histórica no fechamento, passando dos R$ 5. Hoje, o Banco Central repete a dose de leilões, na tentativa de conter a alta.

Os mercados seguem em pânico com a epidemia do novo coronavírus. Na segunda-feira, o Ibovespa teve um circuit breaker logo no início da sessão. A semana passada foi a pior desde 1997, com acionamento do mecanismo por 4 vezes.

Veja os principais fatores que influenciam o mercado financeiro na sessão de hoje:

Mercados internacionais

No Japão, o Nikkei teve recuo de mais de 2%. A Bolsa de Xangai encerrou o pregão em queda de mais de 1%.

Na Europa, DAX 30 derretia 5%, enquanto o índice CAC 40 perdia quase o mesmo valor. O FTSE 100 tinha queda de 4,65%.

Em Nova York, os futuros operavam em campo negativo.

Leia mais: No Japão, ações fecham em queda e Índice Nikkei 225 recua 1,68%

Coronavírus

A pandemia do novo COVID-19 continua a avançar — e assustar os investidores, que ainda avaliam os pacotes econômicos lançados ao redor do mundo.

No Brasil, o número de casos se aproxima de 300, com 2 mortes registradas. Ontem, o segundo teste do presidente Bolsonaro para a doença deu negativo, mas o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Heleno, está com a doença. O ministro da Saúde, Henrique Mandetta, afirmou que o período agudo do surto pode durar de 60 a 90 dias:

https://twitter.com/rickmdias/status/1240001318820995074

No mundo, são mais de 200 mil ocorrências, com os óbitos passando de 8 mil.

Calamidade pública

Na noite de ontem, o governo afirmou que vai pedir ao Congresso o reconhecimento de calamidade pública no país, com a pandemia de COVID-19. A lei flexibiliza o cumprimento de regras fiscais em momentos de crise, possibilitando maiores gastos com a crise. No entanto, a aprovação da medida pode significar mais obstáculos para o ajuste fiscal.

Leia mais: Calamidade pública não exclui teto de gastos e regra de ouro

Copom

Termina hoje a reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central e o anúncio Selic fica para depois do fechamento do mercado. A expectativa do mercado (consenso Bloomberg) é de que haja diminuição da taxa básica de juros para 3,75% a.a. seguindo o movimento internacional, mesmo com a desvalorização cambial do real. No Twitter, no entanto, tinha quem apostava em uma redução maior:

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