O Ibovespa, principal índice acionário da B3, a bolsa brasileira, encerrou o pregão desta quinta-feira (04) com alta de 0,4%, totalizando 106.485,00 pontos.

Ao longo do dia, o marcador oscilou um pouco. Um dos acontecimentos que podem explicar as movimentações foram os acordos de agricultura firmados com a China, em reunião bilateral com o Brasil ontem (13), na cúpula dos Brics. Com a notícia, o mercado nacional se animou.

Dólar

Na mesma direção, o dólar comercial terminou o dia com alta de 0,155%, cotado a R$ 4,1927. Essa cotação representa o segundo maior valor da história para um encerramento do dólar comercial.

Veja os principais acontecimentos do dia:

Bolsas Internacionais

Ao longo do dia, as bolsas internacionais apresentaram apreensão com a falta de consolidação dos acordos entre EUA e China. O assessor de comércio da casa branca, Peter Navarro, durante entrevista à Fox Business, disse para os investidores “pararem de ouvir rumores” sobre os acordos.

Guerra Comercial

Na terça-feira (12), o presidente americano Donald Trump disse que “se nos taxarem, nós taxaremos eles”, falando sobre os produtos chineses nos EUA. A China já afirmou que não fará um acordo comercial que favoreça unilateralmente os Estados Unidos, segundo fontes americanas. Tal incerteza manteve os mercados apreensivos na sessão.

China

A expansão anual da produção chinesa ficou em 4,7% para o mês de outubro, abaixo do esperado de 5,2%. O varejo e o investimento em ativos fixos também decepcionaram investidores.

Fim da temporada de balanços

Hoje foi o último dia que as empresas listadas na B3 divulgaram seus resultados do terceiro trimestre. Algumas desapontaram e outras tiveram bons rendimentos ao longo do período.

Brics

As conversas entre o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, e o presidente chinês, Xi Jinping, na cúpula dos Brics ontem (13), fizeram os dois países assinar nove acordos na área de agricultura, o que animou o mercado.

Aliança pelo Brasil

Jair Bolsonaro seguiu correndo contra o tempo para que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprove a criação de seu novo partido, chamado de Aliança pelo Brasil, até dia 5 de abril do ano que vem, para que possa concorrer às eleições municipais.

A sigla que o elegeu, o PSL, está analisando pedidos expulsão de Eduardo Bolsonaro, filho do presidente e deputado estadual pelo Rio de Janeiro, por infidelidade partidária. O movimento vem de uma retaliação à saída do presidente e seu filho do partido.

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