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O Ibovespa, principal índice acionário da B3, a bolsa brasileira, operava em baixa nesta sexta-feira (28), acompanhando o exterior, estressado com os casos de coronavírus ao redor do mundo. Por volta das 16h40, as perdas eram de 0,4%, aos 102.574,33 pontos.

O dólar comercial estava em alta, com valorização de 0,74% ante o Real e cotado a R$ 4,508. Na manhã de hoje, o Banco Central tentou conter a alta da divisa norte-americana com leilão de swap cambial e oferta de até US$ 3 bilhões em linhas com compromisso de recompra.

Na última quarta-feira (26), a bolsa brasileira derreteu 7%, movida pelos temores em relação ao coronavírus. Foi a pior queda em um dia desde maio de 2017. Ontem, diminuiu as perdas, mas fechou com queda de 2,59%.

Veja os principais fatores que influenciam o mercado financeiro na sessão de hoje:

Mercados internacionais

No Japão, o Nikkei fechou em queda, assim como a Bolsa de Xangai. Na Europa, a DAX 30 fechou com baixa de quase 4%, enquanto o CAC 40 encerrou o pregão com queda de 3,38% e FTSE 100 teve perdas de 3,18% ao final do pregão. Em Nova York, Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq operavam em campo negativo.

Leia mais: No Japão, ações fecham pregão em queda e Nikkei 225 recua 3,67%

Coronavírus

Os temores continuam à medida que a doença se espalha ao redor do globo. Na Califórnia, nos Estados Unidos, mais de 8 mil pessoas estão sendo monitoradas e mais de 2 mil casos foram registrados na Coreia do Sul. Depois de caso identificado na Nigéria, na África, a Organização Mundial da Saúde disse que o surto “está aumentando”.

Enquanto isso, no Brasil, são mais de 100 suspeitas da doença, depois do primeiro paciente confirmado essa semana — um homem de 61 anos que viajou recentemente para a Itália. No total, mais de 80 mil pessoas foram infectadas pelo COVID-19.

Dados econômicos

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou os números do desemprego em janeiro: são 11,9 milhões de pessoas desocupadas no Brasil, segundo dados da PNAD Contínua. A taxa caiu para 11,2% no trimestre, uma baixa de 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre de agosto a outubro de 2019.

Leia mais: Taxa de desocupação fica em 11,2% em janeiro

O Índice de Confiança da Indústria, indicador elaborado pela Fundação Getúlio Vargas, teve alta pelo quarto mês consecutivo, chegando a 101,4 pontos, igualando a marca de março de 2018.

Leia mais: Confiança na indústria sobe pelo quarto mês consecutivo

Balanços

A AES Tietê divulgou ontem, após o pregão, seus resultados para o quarto trimestre de 2019, com alta de 0,6% no lucro, atingindo R$ 105,6 milhões. A temporada de balanços continua na semana que vem, com a publicação de balanços da MRV, BRF, CCR, Natura e outras.


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