A Méliuz (CASH3) registrou um prejuízo líquido consolidado de R$ 6,30 milhões no segundo trimestre deste ano, um arrefecimento em relação às perdas líquidas de R$ 23,30 milhões apuradas no mesmo período de 2022.
O EBITDA (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi negativo, mas houve melhora em um ano: de -R$ 27,0 milhões a -R$ 11,70 milhões.
Recomendações
Para a XP Investimentos, os resultados foram bastante confusos.
De acordo com a Méliuz, a forma como eles apresentaram seus resultados (excluído o Bankly) foi exigida por auditores externos devido à assinatura do contrato de compra e venda (SPA) com a BV.
Nesse sentido, os analistas Bernardo Guttmann, Matheus Guimarães e Rafael Nobre saudaram a iniciativa da administração de tentar apresentar números comparáveis (com o Bankly excluído nos trimestres anteriores), no entanto, na prática, isso tornou a comparação com as estimativas praticamente impossível.
Apesar disso, a XP Investimentos afirma reconhecer os esforços da empresa em manter o foco na redução de custos. No lado das receitas, no entanto, o Méliuz Day (a ser realizado em setembro) deve trazer mais informações sobre o que podemos esperar nos próximos trimestres.
Por ora, analistas mantêm a visão de que a empresa deve continuar a fazer esforços para permanecer frugal na alocação de capital e liderar o mais próximo possível da preservação de caixa, enquanto os desafios inerentes à mudança de estratégia permanecem no horizonte.
Como resultado, enquanto aguardam o início da parceria com a BV, analistas reiteraram classificação neutra e preço-alvo de R$ 11,20 por ação – o que implica em um potencial de valorização de 31,15% sobre a cotação atual.