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Energisa (ENGI11): XP Investimentos recomenda 'compra', mas alerta sobre endividamento crescente observado no 4° trimestre

Casa segue coma visão de que a empresa possui com uma base operacional sólida e um crescimento resiliente nos volumes distribuídos

Energisa - ENGI11
. - Energisa/Divulgação

A XP Investimentos encara os dados da Energisa (ENGI11) no quarto trimestre de 2024 como neutros, mas mantém sua recomendação de compra as ações da empresa, com preço-alvo de R$ 67,00 por ação.

A visão da casa é de que a empresa segue com uma base operacional sólida e um crescimento resiliente nos volumes distribuídos, mas que as preocupações com as despesas financeiras e o endividamento precisam ser acompanhadas de perto.

Desempenho da Energisa no 4° trimestre

No 4º trimestre de 2024, a Energisa apresentou um EBITDA (lucro antes juros e amortizações) ajustado em linha com as estimativas da XP, mas o lucro líquido ficou abaixo do esperado, devido ao aumento das despesas financeiras, o que impactou o desempenho global da empresa.

O EBITDA ajustado reportado foi de R$ 1,905 bilhões, um número muito próximo da expectativa de R$ 1,900 bilhões da XP, considerando os efeitos de itens não recorrentes e ajustes financeiros.

No entanto, as despesas financeiras líquidas superaram as projeções da XP, alcançando R$ 790 milhões, um valor mais alto do que os R$ 649 milhões estimados.

Como resultado, o lucro líquido ajustado foi de R$ 322 milhões, bem abaixo dos R$ 670 milhões esperados.

No entanto, o setor de distribuição da Energisa apresentou um desempenho positivo, com um crescimento de 2% nos volumes distribuídos, o que reflete uma demanda resiliente.

As altas temperaturas e a recuperação das atividades econômicas nas áreas de concessão da empresa ajudaram a impulsionar essa demanda, com destaque para o crescimento de 3,4% no consumo residencial e 6,7% no segmento industrial.

Em termos operacionais, a companhia conseguiu reduzir ligeiramente as perdas de energia em relação ao trimestre anterior, passando de 12,83% para 12,35%, embora ainda tenha algumas concessionárias acima dos níveis regulatórios.

Por outro lado, a inadimplência aumentou um pouco, com a provisão para devedores duvidosos representando 1,3% da receita, um leve aumento em relação ao trimestre anterior. A empresa também viu um crescimento de 6% no PMSO ajustado (despesas gerais e administrativas) em relação ao ano anterior.

A posição de endividamento da Energisa também foi um ponto de atenção.

A dívida líquida da empresa atingiu R$ 24,9 bilhões, com uma relação dívida líquida/EBITDA de 3,0x, ligeiramente acima da relação de 2,8x no trimestre anterior, mas ainda bem abaixo dos covenants estabelecidos (4,0x).

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