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Com término previsto para a próxima quinta-feira (22), a Oferta Pública Inicial (IPO, da sigla em inglês) da Track & Field pode levantar até R$ 723 milhões. Considerando o menor ponto da faixa indicativa de preço, em R$ 10,65, a casa de análises Suno Research recomenda aos investidores a participação nessa operação.

Entre as 49 milhões ações oferecidas pela varejista de artigos e vestuário esportivo, moda praia, calçado e acessórios, cerca de 40% serão de distribuição primária. Caso a oferta se estenda para o lote suplementar, com mais sete milhões de ações, o caixa da empresa pode ter a entrada de recursos na ordem de R$ 235,5 milhões.

A fixação do preço das ações será em 22 de outubro e a previsão para o início das negociações na B3, a bolsa paulista, é no dia 26 do mesmo mês. A Suno levantou, em um relatório divulgado na última quinta-feira (15), os principais pontos positivos desse IPO.

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Setor em expansão

Os números mostram que o mercado fitness, setor no qual a Track & Field se insere, está em franco crescimento. Segundo a International Health, Racquet & Sportsclub Association (IHRSA), ele avança a uma taxa média de 8,7% ao ano e deve superar, em breve, a marca dos U$ 100 bilhões.

O segmento de vestuário esportivo, nicho específico no qual a empresa atua, é parte ativa desse aumento. De acordo com projeções da Euromonitor International, o faturamento pode chegar a US$ 15 bilhões até 2024 — neste ano, foram US$ 11 bilhões.

Para a Suno, a tendência de crescimento do setor aliada a sua pulverização — os três principais players detêm menos de 40% do mercado — possibilita a expansão da Track & Field. A empresa atualmente possui market share próximo a 3%.

Análise do histórico

Assim como várias varejistas de vestuário, a pandemia de covid-19 também afetou a Track & Field. Na comparação entre as receitas líquidas do primeiro semestre de 2020 com o mesmo período do ano anterior houve uma queda de cerca de 33,22%. Foram 

Na comparação anual, no entanto, a empresa reportou uma taxa de crescimento anual de 12,88% entre os anos de 2017 e 2019. O lucro líquido partiu de R$ 31 milhões para 51,9 milhões no período. Na visão da casa de análises, os números mostram que, apesar do intervalo conturbado atravessado pela economia, a companhia conseguiu apresentar bons resultados.

Para avaliar melhor os retornos financeiros, o documento traz ainda uma comparação com os competidores da T&F. O resultado é que, mesmo quando comparada a pares internacionais já estabelecidos, seu retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) é alto. A empresa alcança 38% no índice e se insere entre a Nike, que apresenta 45%, e a Adidas, com 29%.

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Pontos de atenção

Apesar do histórico e resultados promissores, a casa de análises também levanta possíveis fatores de risco que devem ficar no radar dos investidores. Nesse sentido, o principal é a duração dos efeitos do novo coronavírus; uma extensão da pandemia pode continuar afetando duramente as vendas e fluxo de caixa da companhia.

Além disso, a Suno cita que o modelo de crescimento da T&F, feito por meio de rede de franqueados, também pode ser atingido por fatores alheios ao controle da companhia, como o surgimento de novos competidores,expansão dos atuais e o consequente aumento na concorrência por pontos comerciais.


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