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Na fase de adolescência e juventude quem nunca teve uma discussão com os pais por causa do amor a uma banda, um cantor ou cantora? Geralmente, esses desentendimentos têm origem na preocupação dos responsáveis pelo fato de o jovem estar dedicando muito tempo, e principalmente dinheiro, à tarefa de seguir e consumir a obra do artista em questão. Nesse momento, invariavelmente surge a acusação:

– “Você fica dando dinheiro para esse fulano, que nem sabe da sua existência! Continue assim!!! Ele vai ficar rico enquanto ninguém pagará suas contas”.

Na maior parte das vezes, até pouco tempo, o alerta dos orientadores encontrava respaldo na realidade, mas recentemente um tipo de investimento que começa a tomar corpo no Brasil oferece a oportunidade de uma virada nesse jogo. São os investimentos em royalties musicais.

Esse mercado é baseado no conceito de que a música é um bem e a reprodução de uma música representa um fluxo de caixa. Sendo assim, o detentor do direito autoral da música ou gravação pode repassá-lo a terceiros mediante o pagamento de uma quantia em dinheiro ou em troca de outro bem.

No exterior essa possibilidade já é explorada com sucesso por meio de sites como o Royalty Exchange e Vezt. Essas plataformas funcionam como intermediárias entre interessados em vender seus royalties e potenciais compradores desses ativos.

Quanto maior é o potencial de ganhos vinculados a esses royalties, mais elevado tende a ser o preço negociado. Sendo assim, como tudo na era dos dados, é fundamental ter acesso ao maior volume possível de informações. Os fatores que impactam a decisão são, por exemplo: a receita gerada nos últimos anos; em caso de coletâneas de músicas, qual é o “carro-chefe” de receita; divisão dos proventos por canal de reprodução, como streaming e rádio, entre outros dados.

Antes desse mercado dos royalties, era possível comprar esses direitos, mas a falta de dados, dificuldade de análise e os preços inibiam a participação de quem não tinha tanto dinheiro. Com o passar do tempo, esses direitos começaram a ser particionados, o que permitiu a entrada de pequenos investidores nesse mercado.

Outro ponto positivo dessa alternativa de investimento é o fato de que os fluxos provenientes dos royalties musicais não são correlacionados com o mercado acionário. Afinal, ninguém para de ouvir música em uma crise econômica, por exemplo.  Os especialistas afirmam, inclusive, que em um momento de turbulência, esse tipo de investimento pode servir como um hedge para a performance da carteira.

Em termos de potencial de negócios deste mercado, uma importante referência é a atuação do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD), órgão que faz a gestão dos direitos de reprodução musical no país. No ano passado a entidade distribuiu um total de R$ 986,5 milhões para 383 mil artistas e outros titulares.

Conhecendo a cultura brasileira contemporânea, não é necessário fazer nenhuma pesquisa aprofundada para supor que boa parte desta movimentação tem origem nas duplas, cantores e cantoras de música sertaneja. Pois é justamente por meio do estilo preferido da atualidade que o investimento em royalties musicais começa a abrir caminhos para se popularizar no país.

Em meados de julho a fintech Hurst, primeira plataforma voltada para ativos alternativos do Brasil, lançou uma solução que permite a qualquer pessoa investir nos sucessos de Luan Santana, Victor e Léo, Leonardo, Cristiano Araújo, Gustavo Lima e obter rentabilidade até 8 vezes maior que a taxa Selic.

A empresa está vendendo royalties de direitos autorais e conexos relativos a 5.600 músicas (composições e gravações) de músicos brasileiros por cerca de R$500 mil. O valor mínimo é de R$ 10 mil e a rentabilidade prevista está entre 12,78% (cenário pessimista) e 19,19% (cenário otimista).

Com as plataformas de streaming permitindo que as pessoas consumam cada vez mais música, a tendência é que os valores pagos em royalties musicais aumentem progressivamente. Seu incremento é descorrelacionado das flutuações econômicas, provendo maior estabilidades às carteiras diversificadas. Faltava apenas que tais ativos se tornassem acessíveis aos investidores.


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