Entrevista: João Peixoto Neto, o minerador de investimentos

Diretor da Ouro Preto Investimentos revela a receita para obter rentabilidade com segurança e conta sobre os produtos inovadores que estão sendo garimpados.

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Honrando suas raízes familiares nas cidades históricas de Minas Gerais – região que concentrou a mineração de ouro e diamante no século XVII –, João Peixoto Neto, sócio e diretor de compliance e riscos da Ouro Preto Investimentos, escolheu o empreendedorismo como seu caminho de vida. Graduado e pós-graduado em direito pela Universidade de São Paulo (USP), Peixoto também passou pelas faculdades de economia, história e letras, em um ensaio do que viria a ser uma marca de sua trajetória profissional: os múltiplos interesses, que o levaram a liderar, hoje, negócios tão diversos como um escritório de advocacia, uma editora de livros, uma empresa agropecuária e uma das mais bem-sucedidas gestoras de recursos de terceiros.

Para Peixoto Neto, as fintechs já são melhores opções que os bancos tanto para crédito quanto para investimentos.

Seu ingresso no mundo das finanças se deu por meio da atividade advocatícia, na qual, aos poucos, se especializou no mercado de capitais. Depois de alguns anos trabalhando na estruturação de fundos de investimentos e no atendimento a corretoras de valores, distribuidoras de títulos imobiliários e investidores, em 2010 Peixoto decidiu, ao lado de seu sócio, Leandro Turaça, abrir a Ouro Preto Investimentos, que iniciou atividades no ano seguinte. Desde então, a empresa se especializou em hedge funds e fundos estruturados, chegando hoje a um valor de mais de R$ 5 bilhões sob sua gestão, distribuídos em cerca de 90 fundos de investimento.

Assim como alguns dos homens que se aventuraram nas minas de ouro do século XVII, Peixoto desbravou o mundo – e venceu. Mas ele não se dá por satisfeito e ainda tem muitas ambições para a Ouro Preto Investimentos: novos e inovadores produtos, como um fundo de investimento ligado a arte e cultura, e um outro que será o primeiro, no Brasil, destinado a levantar recursos para um clube de futebol. Saiba que clube é esse, além de outras novidades que vêm por aí, nesta entrevista exclusiva de João Peixoto Neto ao portal SpaceMoney, na qual ele também discorre sobre o cenário macroeconômico e de investimentos e a respeito do processo de desbancarização no Brasil.

SpaceMoney: Como a Ouro Preto Investimentos tem lidado com o atual cenário de incertezas no Brasil?

João Peixoto Neto: Para as gestoras, não houve grandes alterações. No Brasil, a população mais carente nunca teve capacidade de poupança; e a mais abastada vive muito de renda fixa. O acúmulo de dinheiro para investimento continuou. Hoje, 70% dos recursos estão aplicados em títulos públicos. Então, na verdade, o grande tomador de dinheiro é o Estado. Esse dinheiro existe e vai se acumulando. O que não existe é um verdadeiro crescimento econômico. Agora, se você aplicar no tesouro direto, você vai ter uma rentabilidade que não existe no mundo, porque nossa taxa de juros ainda é uma das maiores do mundo. A taxa Selic está em 6,5% e, descontada a inflação, você vai ter uma taxa real de 2% a 3% de retorno, quando em muitos lugares do mundo está negativa. Quer dizer, ficar com o dinheiro parado no Brasil, investindo em título do governo, é um bom negócio. Prova disso, é que todos os tipos de investimentos cresceram, porque, apesar da falta de crescimento econômico, o bolo de dinheiro continua aumentando. Mas é um crescimento baseado na rolagem da dívida pública. Agora, se houver um crescimento econômico verdadeiro, aí será muito diferente. As empresas vão realmente se valorizar e, também, vão precisar de mais dinheiro para seus projetos.

SM: Hoje, já é mais interessante para o investidor e para o tomador de crédito procurar opções fora dos bancos?

JPN: Sim, para as duas situações é bem mais interessante. Tanto a área de crédito quanto a de investimentos estão sendo, graças as fintechs, mais pulverizadas. Na ponta do investimento, fora dos bancos você vai ter muito mais opções, com acesso a produtos que os bancos não oferecem. Já no crédito, a tendência é que as empresas acessem muito mais o mercado de capitais e, assim, comecem a emitir debêntures e notas comerciais, gerando muito mais opções para o tomador. Além disso, tanto o investidor quanto o tomador de crédito vão encontrar taxas melhores fora dos bancos. Essas empresas têm operações mais enxutas, custos menores e uma proximidade maior com o investidor. O banco possui uma estrutura muito grande, do ponto de vista regulatório, e, por tradição, você vê que as agências brasileiras são luxuosas. Existe uma série de custos que não existem nas fintechs, até na área tributária.

SM: A tecnologia também é um grande fator para a desbancarização, não é?

JPN: O aspecto tecnológico é um fator fundamental, tanto é que a maioria dos bancos estão fechando agências, porque as pessoas não precisam mais delas, pois estão fazendo as operações pelo celular. Eu, por exemplo, não vou ao banco há, pelo menos, cinco anos. Faço as operações pelo celular ou pelo home banking. Então, parece inevitável que teremos muitas plataformas de investimentos – e muitas formas de investimentos – e muitas plataformas de crédito. Os bancos vão ter de se reposicionar, como de fato já estão se reposicionando, investindo mais em home banking, em plataforma de investimento, entre outros. Os próprios bancos estão investindo em fintechs, adquirindo corretoras, como foi o caso do Itaú. Eles não querem ser surpreendidos.

SM: Olhando para trás, a Ouro Preto Investimentos chegou onde vocês imaginavam que chegariam?

JPN: Nós não somos uma casa pequena, somos uma gestora independente, com um tamanho razoável, só que achamos que podemos crescer muito mais dentro do processo de desbancarização no Brasil. A Ouro Preto Investimentos evoluiu muito como um multi-family office, que é um gestor de fortunas, e em criar fundos estruturados para operações específicas. Mas hoje estamos, cada vez mais, lançando produtos para o mercado em geral, para o varejo, para o investidor qualificado e, também, o profissional.

SM: E quais são as novidades previstas para este ano?

JPN: Temos muitas novidades, para públicos diferentes, e alguns produtos únicos no Brasil, como um fundo para investir em edição de livros, o “Brasileirão”, o primeiro Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) para captar recursos para um time de futebol no País, o São Paulo Futebol Clube, e um fundo de ações apenas para ativos no exterior. Teremos, ainda, um fundo de garantia locatícia e cinco fundos imobiliários muito interessantes, com rentabilidade bem acima da média. Nosso desejo é ter um fundo que esteja entre os dez melhores de sua classe em todas as categorias da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Todos com boas rentabilidades para o investidor e riscos sob controle. Para isso, temos equipes próprias, especializadas, em cada área. 

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