O que faz um planejador financeiro e como escolher o ideal para você?

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Se nos últimos anos você procurou alguma informação para ajudá-lo a organizar as suas finanças ou melhorar a rentabilidade dos seus investimentos, é bem provável que você tenha se deparado também com a figura de um novo profissional no mercado: o planejador financeiro. 

Embora essa profissão seja bastante nova por aqui, nos Estados Unidos ela existe desde 1969 e surgiu em uma reunião de executivos do mercado financeiro norte-americano que precisavam calcular os impactos da Lei de Reforma Tributária aprovada por Nixon, levando em consideração a forma como as pessoas consumiam e os serviços financeiros disponíveis na época.

Segundo o departamento de estatísticas do mercado de trabalho, existem hoje mais de 271 mil profissionais de planejamento financeiro nos EUA. E a expectativa de crescimento dessa profissão é de 7% ao ano entre 2018 e 2028, uma vez que o envelhecimento da população e o aumento da expectativa de vida aumentam a demanda por esse tipo de serviço.

Mas o que faz um planejador financeiro, afinal? É o que eu vou mostrar adiante. 

Muito além do cafezinho

É comum confundir o trabalho de um planejador financeiro com atividades similares, como as de consultor financeiro ou assessor de investimentos. Embora existam semelhanças entre essas profissões, existem também diferenças importantes. 

O planejador financeiro é um profissional responsável por desenvolver planos financeiros personalizados para os seus clientes. Esses planos consideram não só os objetivos de curto, médio e longo prazos, mas também todos os possíveis caminhos para realizá-los, combinando produtos e estratégias, analisando riscos e levando em consideração o comportamento da pessoa com relação ao dinheiro.   

Um consultor financeiro é aquele profissional que ajuda as pessoas a gerenciarem o dinheiro, orientando de forma detalhada, independente e individualizada os investimentos a serem feitos. Para prestar esse serviço ele precisa ser autorizado pela CVM, e com isso pode fazer recomendações de compra e venda, mas não pode executar as ordens pelo cliente.

Já o assessor de investimentos é o representante comercial de um banco ou corretora, podendo prospectar clientes, receber e transmitir ordens, apresentar notícias do mercado e falar sobre os produtos disponíveis. Mas não pode planejar a realização de objetivos junto com o cliente, recomendar compras e vendas ou executar ordens por ele.

Será que eu preciso de um planejador financeiro?

Considerando o escopo do trabalho desse profissional, todo mundo deveria, pelo menos uma vez na vida, conversar com um planejador financeiro para se certificar de que está fazendo a coisa certa com relação às decisões financeiras. E isso quer dizer não só as decisões sobre investimentos, mas sobre os produtos contratados, a poupança mensal e a forma como lida com o dinheiro. 

Se você deseja se aposentar com tranquilidade, se tem família e filhos, se quer viajar e conhecer o mundo, esse profissional irá orientá-lo sobre a forma mais rápida, segura e barata para realizar esses objetivos. 

Você pode tentar obter essas informações em de livros e pesquisas, mas precisará se comprometer a passar horas estudando para considerar todos os detalhes que envolvem uma decisão financeira bem feita. E, caso não seja essa a sua profissão, é bem provável que se percam informações importantes sobre os impactos e resultados de diferentes combinações de estratégias nas suas decisões. 

Como escolher um planejador financeiro?

Nos Estados Unidos, são reconhecidos como planejadores financeiros pessoas graduadas em planejamento financeiro, economia, finanças, contabilidade e áreas similares. Aqui no Brasil, o planejamento financeiro está previsto nos estatutos dos Conselhos de Economia, Administração e Contabilidade. 

Porém, essa profissão não é regulada nem aqui nem em nenhum lugar do mundo. Ou seja,  qualquer pessoa pode se apresentar como um “planejador financeiro” sem precisar provar conhecimentos técnicos e compromisso ético para oferecer esse tipo de serviço. 

Por isso, quando for conversar com algum profissional sobre o assunto, procure identificar quais são suas experiências acadêmicas e profissionais, ou se ele possui algum tipo de certificação que o habilite a exercer esta atividade.

Caso se depare com profissionais graduados em carreiras diferentes das citadas anteriormente, você pode buscar pela certificação CFP® (Certificado de Planejador Financeiro), que é uma credencial dada a profissionais avaliados em diversos tópicos como planejamento tributário, sucessório e de riscos, e que são fiscalizados por um Conselho de Normas de Planejamento Financeiro (o Financial Planning Standards Board) que atua mundialmente. Aqui no Brasil, a orientação destes profissionais é feita pela Planejar.

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