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Se todos os negros do Brasil formassem um país, essa nação hipotética seria a 17ª em consumo, segundo pesquisa do Instituto Locomotiva. Apesar disso, a população negra brasileira, que movimenta R$ 1,7 trilhão anualmente, ainda luta por espaço no mercado financeiro. Mas iniciativas pipocam para mudar essa realidade 一 e mostram que você também pode fazer sua parte no combate antirracista. 

“A maioria dos empreendedores são mulheres negras”, afirma Amanda Dias, criadora do Grana Preta, um programa de emancipação econômica para pequenos empresários. “Vamos consumir seus produtos, repassar nossos recursos para os pequenos negócios, que são os que mais empregam no país”. 

Com o Grana Preta, a jornalista dá cursos, palestras e mentorias sobre educação financeira com foco em pessoas negras. Além disso, a iniciativa propõe novas formas de entender a economia e a organização social atuais. 

“A lógica do acúmulo não faz mais sentido e a população negra tem uma história econômica de sucesso, que pode nos dar respostas para questões de hoje”, afirma Amanda, dando o exemplo das comunidades iorubás, que mantêm caixas coletivos para os mais desfavorecidos. 

Cadeia de mudanças

Além de incentivar negócios, é importante reservar espaços para pessoas negras serem as vozes protagonistas. Isso começa com a qualificação de populações historicamente desprivilegiadas para ocuparem lugares e inspirarem seus pares, defende Amanda. 

E essa é uma das frentes da Iniciativa Empresarial pela Igualdade. Com um programa de capacitação que tem como objetivo inserir jovens negros no mercado financeiro, a plataforma também elaborou compromissos para empresas perseguirem a igualdade racial. 

“Isso educa e transforma não só o ambiente corporativo, mas toda a cadeia”, afirma Raphael Vicente, coordenador da Iniciativa. “Para além de contratar negros, há a inclusão da população negra entre fornecedores e metas claras em ações afirmativas”. 

Como consumidores, nós também temos o poder de pressionar essa postura antirracista das empresas. Os protestos Black Lives Matter, desencadeados pelo assassinato de George Floyd por um policial branco nos EUA, são um exemplo disso. “As companhias não tiveram apenas que se posicionar sobre o caso, mas mostrar o que estão fazendo, de fato, para combater o racismo”, lembra o especialista.

Para Raphael Vicente, a mudança vem não apenas da educação e do convencimento, mas também da tomada de decisões assertivas. “Temos dificuldade de construir consenso e nem todos enxergam as estruturas racistas”, conta. “Mas, apesar das vozes dissonantes, é necessário que as empresas ajam para mudar a sociedade como um todo”.


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