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Petróleo registra queda após dados do Japão

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Investing.com – Os preços do petróleo caíam na terça-feira, com dados industriais ruins do Japão e da zona do euro sublinhando preocupações sobre as perspectivas da demanda, mas as perdas foram mantidas sob controle em meio à incerteza sobre a interrupção no fornecimento da Arábia Saudita após ataques às suas refinarias há 10 dias.

O petróleo Brent caía US$ 1,31, ou 2,01% para US$ 63,47 por barril às 10h28 em Londres, enquanto o petróleo WTI dos EUA estava em US$ 57,64, queda de R$ 1,00 ou 1,71%.

A queda do preço no mercado internacional do petróleo influencia na baixa das ações da Petrobras na sessão desta terça-feira do Ibovespa. Os papéis ordinários (SA:PETR3) são negociados com perdas de 0,85% a R$ 30,19 e os preferenciais (SA:PETR4) com baixa de 0,55% a R$ 27,33.

“O lado da demanda da equação está novamente em foco”, disse Michael McCarthy, analista de mercado sênior da CMC Markets em Sydney, apontando para números de produção lentos nas principais economias da Europa e do Japão.

“É por isso que estamos vendo um pouco mais de pressão (descendente) sobre o Brent do que no oeste do Texas no momento”.

Ainda assim, os preços do petróleo permaneceram em níveis comparativamente elevados durante o ano, após o ataque à maior instalação de processamento de petróleo da Arábia Saudita, que reduziu pela metade a produção do principal exportador mundial de petróleo.

A Reuters informou que a Arábia Saudita restaurou mais de 75% da produção de petróleo perdida após ataques às suas instalações e retornará ao volume máximo no início da próxima semana. Mas o Wall Street Journal informou na segunda-feira que os reparos nas fábricas ainda podem levar meses mais do que o previsto.

As potências europeias – Grã-Bretanha, Alemanha e França – apoiaram os Estados Unidos ao culpar o Irã pelo ataque saudita ao petróleo, forçando Teerã a concordar com novas negociações com as potências mundiais sobre seus programas nucleares e de mísseis e questões de segurança regional.

Os investidores de energia estavam aguardando o relatório semanal de inventário do grupo Instituto Americano de Petróleo na terça-feira, antes dos dados dos estoques da Administração de Informações de Energia na quarta-feira.

-A Reuters contribuiu para esta matéria

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