Por Peter Nurse

Investing.com – Os mercados de petróleo estavam em alta nesta terça-feira (2), com traders aguardando a próxima reunião dos principais produtores em meio às expectativas de que eles concordarão em estender os cortes de produção recordes.

Às 11h15 (horário de Brasília), os contratos futuros do petróleo dos EUA eram negociados em alta de 1,8%, a US$ 36,09 por barril. O contrato de referência internacional Brent subia 2%, para US$ 39,11.

Os preços do petróleo subiram nas últimas seis semanas, graças a cortes de produção recordes pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados, incluindo a Rússia, grupo apelidado de Opep +. No entanto, os preços caíram cerca de 40% no ano até agora.

Esses cortes de oferta deveriam ser reduzidos no final de junho, segundo o acordo estabelecido em abril, mas agora se diz que os produtores da Opep + estão considerando estender seus cortes para julho ou agosto, em uma reunião online que provavelmente irá acontecer em 4 de junho.

“A Rússia será o principal obstáculo para qualquer extensão, e é improvável que eles concordem com qualquer extensão que ultrapasse alguns meses”, disseram analistas do ING, em uma nota de pesquisa para clientes.

A Rússia nem sempre foi o parceiro mais confiável em termos de aderência aos níveis de produção acordados, mas a produção de condensado de petróleo e gás do país caiu para 39,7 milhões de toneladas (9,39 milhões de barris por dia) em maio, perto de sua meta no acordo da Opep + , informou a agência de notícias Interfax na terça-feira, citando dados do ministério da energia.

A coalizão – que inclui 13 membros da Opep e mais dez países exportadores – alcançou 92% de conformidade com os cortes acordades, segundo a empresa de análise de dados Kpler. O Iraque e a Nigéria têm sido retardatários no cumprimento de suas metas prometidas.

Enquanto isso, a exploração de petróleo em terra nos EUA encolheu pela 11ª semana consecutiva a um nível nunca visto desde antes do início da revolução do shale, há mais de uma década.

Dito isto, o mercado recebeu um sinal provisório de que a produção de petróleo dos EUA está sendo retomada lentamente, enquanto a Parsley, produtora de médio porte de shale dos EUA, anunciou planos para “restaurar a grande maioria dos cortes no início de junho”. Em maio, a empresa reduziu a produção em cerca de 26.000 barris por dia devido ao baixo preço do petróleo.

Agora, as atenções estão voltadas para o relatório semanal do American Petroleum Institute sobre os estoques dos EUA de produtos brutos e refinados, às 17h30.

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