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Está tudo diferente por aqui, acordei com a casa cheia e o cachorro mais feliz do que o usual. A mesa de jantar e o móvel que abriga o verde da casa viraram estações de trabalho. Enquanto as pessoas ajustam suas rotinas e os governos anunciam medidas para restabelecer a economia global, por aqui penso em quanto ainda precisa ser feito.

Desde 2016 sou consultora financeira. Trabalho para ajudar meus clientes a se relacionarem melhor com o dinheiro e a viverem a vida que desejam, agora e no futuro. Mesmo aqueles que possuem boa compreensão financeira têm coisas a ajustar quando olhamos para o todo.

As reações de preocupação e medo perdem espaço para a segurança e a tranquilidade de quando se tem clareza sobre as decisões que evolvem o dinheiro. Se essa percepção não é evidente em momentos de euforia, é durante as crises que ela se mostra valiosa.

Com a declaração de pandemia de coronavírus (COVID-19) pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a Bolsa de Valores (B3) caiu 35% em um curto espaço de tempo. E a rentabilidade da renda fixa, cuja referência é a taxa Selic, está cada vez mais baixa, beirando a inflação.

Por isso, essa é a hora de nós, profissionais do mercado financeiro, ajudarmos as pessoas com dicas úteis e mostrar que, sim, vale a pena se preparar financeiramente para os momentos de crise.

Eu, mesma, na última crise político-econômica brasileira, não estava preparada para as particularidades de um momento como este. Perdi dinheiro e deixei de ganhar. Por isso, resolvi escrever este artigo que, além das informações técnicas, traz uma pitada de experiência própria.

Confira as 8 dicas para proteger o seu patrimônio durante a pandemia — e depois dela, caso você decida tomar as rédeas da sua vida financeira.

1- Saber para onde o dinheiro vai faz toda a diferença

Controlar o orçamento é tão difícil quanto fazer dieta. Junto à infinidade de ferramentas disponíveis para fazer esse acompanhamento, existe uma série de mudanças comportamentais, que envolvem desde criar o hábito de registrar as informações até tomar coragem para olhar os números e planos de ação a partir deles.

O que percebi ao longo destes anos é que a inteligência artificial pode ser uma boa aliada no processo de controle do orçamento. Aplicativos como o GuiaBolso e o Olivia mapeiam e categorizam os gastos. Mas isso pode não ser o suficiente.

Uma dica para você criar identificação com o seu controle orçamentário é combinar o controle automático com a boa e velha planilha de orçamento. No meu caso, eu estabeleço as metas e projeções na planilha e acompanho o desempenho ao longo do mês pelos aplicativos. Tem funcionado.

2- Seja financeiramente livre

Esqueça a ideia de que vale mais a pena investir do que quitar uma dívida. Acredite, a chance de ter rendimentos superiores ao custo efetivo total da sua dívida é muito baixa. Principalmente se você não é um especialista no mercado financeiro.

Historicamente, o custo do crédito no Brasil é muito superior aos rendimentos financeiros que se obtêm com investimentos que seguem as estratégias de alocação por objetivos.

3- Use e abuse das compras à vista

“Ah, mas ouvi dizer que se não há desconto à vista, vale mais a pena parcelar.”

Olha, dívida é diferente de estar com o nome sujo. Se você faz compras parceladas ou com o cartão de crédito, então você possui dívidas.

Procure comprar o máximo de coisas à vista. Esse comportamento pode parecer restritivo no começo, mas aos poucos fica evidente que comprar apenas quando se tem dinheiro dá mais autonomia do que o limite de crédito disponibilizado pelas instituições financeiras.

4- Estoque o necessário, sem exageros

Estocagem é um hábito comum entre os brasileiros, principalmente entre aqueles que viveram a hiperinflação. Em um momento de pandemia no qual a recomendação das autoridades é evitar a circulação e estar em ambientes com muita gente, é importante manter a dispensa abastecida.

O cuidado que deve ser tomado aqui é não exagerar na formação dos estoques, principalmente se você possui uma renda variável. Esse comportamento irá reduzir o dinheiro disponível para lidar com imprevistos.

Conversei recentemente com um casal de clientes que vive na Europa e eles comentaram que a população está comprando coisas para o resto do ano. Não é necessário fazer isso. A crise não é de produção de alimentos nem de fornecimento. Faça reservas um pouco superiores às usuais e tome os cuidados necessários quando sair de casa para novas compras.

5- Comece agora a sua reserva de emergência

Se você é ou já foi meu cliente, ou acompanha minhas publicações, é bem provável que já tenha me visto falar sobre a reserva de emergência.

Sim, eu acredito e defendo que não se deve investir sem conhecimento, nem apostar em produtos de alto risco sem antes construir e proteger adequadamente a reserva que deverá ser usada em casos não planejados.

Frequentemente, ouço diversos argumentos contrários à formação dessa poupança, mas o tempo mostra que quem separa um valor mensal do que ganha e coloca em prática essa estratégia, está mais seguro em momentos de instabilidade.

Guarde o que puder, não importa se é pouco ou muito. Apenas guarde.

6- Revise os seus hábitos

Momentos de crise têm o seu valor porque permitem a reavaliação de comportamentos. Como está a sua saúde? Como você se alimenta? As escolhas diárias podem aumentar a sua imunidade e impactar o seu bolso.

Eu vejo com muita frequência pessoas com dificuldades financeiras que gastam além do que deveriam com restaurantes e alimentação fora de casa.

O custo médio de refeições feitas em casa nos grandes centros urbanos é de 13 reais. Se você gasta mais do que isso se alimentando fora de casa, então existe a chance de revisar um hábito e ganhar eficiência nas suas finanças.

7- Observe os comportamentos irracionais

Você já parou para pensar que quem movimenta os mercados (físico e financeiro) são pessoas que estão comprando e vendendo? Que movimentos de alta e baixa, bem como de atividade econômica, são influenciados pela nossa percepção sobre as coisas?

Os danos sociais são, em grande parte, causados pelo comportamento social. Em um momento de pandemia, as pessoas que não seguem a recomendação de evitar o contato social, aumentam as chances de transmissão e, consequentemente, de superlotação do sistema de saúde que não tem condições de atender todos ao mesmo tempo.

8- Aja! Comece agora o seu planejamento financeiro

Veja, o planejamento não irá impedir que as coisas ruins aconteçam. Essa ferramenta serve para contextualizar suas ações e diminuir o risco de concretizar cenários indesejados.

Se você prefere contratar um profissional ou fará seu planejamento por conta própria, não importa. Você tem o direito e a responsabilidade de lidar da melhor forma possível com o seu dinheiro.

Em um país subdesenvolvido como o Brasil, é normal que grande parte da população tenha um comportamento de sobrevivência, uma luta diária para fazer dinheiro e pagar contas.

O que não se sabe, é que muitos comportamentos financeiros estão desatualizados e precisam ser ajustados para criar uma realidade diferente.

Um exemplo disso é como está o mercado de seguros e previdência atualmente. Se você me perguntasse há três anos o que eu achava destes produtos, eu certamente teria uma lista de desvantagens e alternativas para o planejamento financeiro.

Mas o mercado mudou e você pode ter acesso a boas estratégias, benefício tributário e preços competitivos. É uma questão de atualizar o olhar sobre o assunto.


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