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Com a redução da Selic ao nível histórico mais baixo, investir bem passou a fazer parte das buscas de muitos brasileiros. Embora as estatísticas mostrem que 62% das pessoas não economizaram um centavo sequer em 2019, a pandemia do coronavírus veio para mostrar a importância de cuidar melhor das finanças.

“O dinheiro não aceita desaforos”.

Em uma economia baseada no crédito e no endividamento, como a nossa, é comum achar que tudo bem parcelar a próxima viagem porque não há dinheiro para pagá-la à vista; tudo bem gastar tudo o que ganha; e tudo bem, também, pegar um empréstimo ou mexer nos investimentos se as coisas apertaram e não sobrou dinheiro este mês. 

Mas posso dizer uma coisa? Não está tudo bem. Existem algumas regras que são fundamentais para uma relação consciente e sustentável com o dinheiro. E se você deseja fazer bons investimentos e realizar objetivos, é importante respeitá-las. 

Por isso, veja como começar certo.

Conhecimento é poder. Elimine ruídos e busque informação de qualidade 

Sabe aquele influencer financeiro que você acompanha? Ou aquele e-mail sobre o mercado que você recebe diariamente? Eles podem dizer coisas bacanas, chamar a sua atenção e trazer algumas informações interessantes sobre decisões financeiras. Mas são poucas as comunicações realmente comprometidas em disseminar um conteúdo de qualidade.

Por isso, procure identificar qual é o compromisso que esses distribuidores de informações têm com você. Se o compromisso é ensinar (vender cursos), qual é a qualificação acadêmica e profissional do instrutor? Se for vender relatórios, qual é a reputação que esse veículo tem sobre finanças? Se a intenção comunicada é apenas ajudar, de forma gratuita e perene, recomendo que você assista ao filme O Dilema das Redes

A cigarra, a formiga e o mito do investimento perfeito.

Eu tive a sorte de crescer em uma casa cheia de livros. Entre histórias da Disney, do Monteiro Lobato e a Enciclopédia Barsa, tinha também um compilado com as fábulas de Esopo. Foi lá que eu aprendi sobre a história da cigarra e da formiga, da qual compartilho trecho da versão do poeta Bocage

“Tendo a cigarra em cantigas
Passado todo o verão
Achou-se em penúria extrema
Na tormentosa estação. 

Não lhe restando migalha
Que trincasse, a tagarela
Foi valer-se da formiga, 
que morava perto dela. 

Rogou-lhe que lhe emprestasse, 
Pois tinha riqueza e brilho, 
Algum grão com que manter-se
Té voltar o aceso estio. 

-“Amiga”, diz a cigarra, 
-“Prometo, à fé d’animal, 
Pagar-vos antes d’agosto
Os juros e o principal.” 

A formiga nunca empresta,
Nunca dá, por isso junta. 
-“No verão em que lidavas?”
À pedinte ela pergunta. 

Responde a outra: – “Eu cantava
Noite e dia, a toda hora.”
– “Oh! bravo!”, toma a formiga. 
– “Cantavas? Pois dança agora!'”

Faz uma conta aqui comigo: vamos supor que o melhor investimento disponível hoje no mercado tenha um retorno mensal de 0,8% ao mês. Seu objetivo é juntar dois milhões de reais para a aposentadoria, você tem cem mil reais para começar e não mexerá nesse dinheiro até o objetivo ser realizado. Você também irá operacionalizar essa estratégia por meio de um PGBL para usufruir da alíquota de 10% de imposto de renda. Serão necessários 33 anos para realizar esse plano. 

Mas a vida não é uma equação em linha reta e, como consultora financeira, vou dizer as três coisas mais comuns que acontecem (conhecimento empírico): 

  1. Imprevistos. Sim, se você gasta tudo o que ganha, em algum momento acontecerá alguma coisa que o obrigará a mexer no dinheiro investido. Pode anotar isso, não é mau agouro, acontece mesmo;
     
  2. Falta de foco. Oportunidades surgem! É bastante comum o plano inicial ser abandonado quando bate à porta a oportunidade de adquirir um bem, mudar de carreira ou viver uma experiência única na vida; 

  3. Tempo. Convenhamos, 33 anos é uma vida. Dependendo da sua idade atual, ou está muito longe ou não há tempo necessário. Essa é a falácia dos custos irrecuperáveis. Não caia nela. 

Por isso, se você quer realmente investir bem. Comece certo: 

  • Tenha uma poupança mensal;
  • Faça uma reserva mínima de emergência (três meses de despesas);
  • Invista de acordo com o seu perfil de investidor;
  • Procure orientação de confiança para alocar seus investimentos;
  • Não tente cortar caminho; 
  • Fuja de promessas e rendimentos mirabolantes.

Respeite o seu tempo, o seu esforço e o seu dinheiro. 

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