Embora a caderneta de poupança não tenha muitos atrativos, 65% de brasileiros que guardam algum dinheiro o fazem por meio dessa modalidade de investimento, de acordo com pesquisa de 2019 da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e do Serviço de Proteção ao Crédito. Entre as justificativas para tal escolha estão a praticidade para sacar o recurso aplicado, o costume e o medo de perder dinheiro. Todavia, esse hábito esbarra na baixa rentabilidade da poupança. Pensando nisso, vamos explorar, neste post, alternativas para quem quer obter melhores retornos com seus investimentos. Tenha uma boa leitura!

O que é a poupança?

A caderneta de poupança, ou simplesmente poupança, como é amplamente conhecida, é uma aplicação financeira na qual uma conta é aberta em nome do titular e ele pode, a partir disso, fazer depósitos de acordo com sua disponibilidade. A cada 30 dias, esses depósitos são remunerados com uma taxa preestabelecida, a qual detalharemos mais abaixo.

Essa forma de aplicação tão popular entre os brasileiros já tem quase 160 anos: ela foi criada pelo então Imperador Dom Pedro II, junto com a fundação da Caixa Econômica Federal. O objetivo era possibilitar que pessoas menos abastadas tivessem onde guardar algum dinheiro. Na época, o Tesouro Imperial garantia rendimento de 6% sobre os depósitos realizados.

Qual a sua rentabilidade?

Todavia, a regra que estipula a rentabilidade da poupança não se manteve durante todo esse tempo e foi se adaptando às novas realidades econômicas que o país atravessou ao longo das décadas. A mudança mais recente na fórmula de cálculo do rendimento dessa aplicação aconteceu em maio de 2012.

Antes disso, todos os depósitos feitos recebiam a remuneração de 0,5% + Taxa Referencial (TR). Com a nova regra, vigente desde 4 de maio de 2012, os depósitos em caderneta de poupança passaram a ter um mecanismo de rentabilidade que varia de acordo com a taxa Selic, os juros básicos da economia brasileira.

Se a Selic estiver acima de 8,5%, o rendimento será fixo e seguirá a regra antiga, de 0,5% + TR, que está zerada desde setembro de 2017. Caso a Selic fique abaixo ou igual a 8,5%, o rendimento da poupança passa a ser de 70% da Selic + TR.

Como a Selic encontra-se abaixo desse patamar desde setembro de 2017, o cálculo da rentabilidade da poupança é feito conforme a segunda regra. Em outubro de 2019, a taxa básica de juros era de 5,5% ao ano.

Quais investimentos rendem mais que a poupança?

A situação econômica atual, que une juros baixos e inflação controlada, evita que a rentabilidade da poupança seja menor que o aumento de preços, o que pode não acontecer em cenários nos quais a inflação não está domada.

Por outro lado, a Selic baixa também compromete a rentabilidade dessa aplicação, o que torna a busca por opções de investimento que rendam mais que a poupança algo essencial para quem quer obter retornos melhores. Dessa forma, listamos abaixo algumas opções interessantes.

1. Tesouro Direto

Os títulos públicos negociados no Tesouro Direto são quase sempre a primeira opção mencionada em alternativa à caderneta de poupança, já que é possível começar com pouco mais de R$ 30.

Eles funcionam de forma bem simples: para captar recursos, o Tesouro Nacional emite títulos e quem os adquire está, na prática, emprestando dinheiro ao Estado em troca do pagamento de juros em um período preestabelecido.

Os títulos do Tesouro Direto são extremamente seguros e sua rentabilidade varia de acordo com a Selic e a inflação. Por outro lado, eles sofrem incidência de Imposto de Renda e com algumas taxas cobradas dos investidores.

2. Certificados de Depósitos Bancários (CDB)

Os CDBs funcionam de maneira parecida com os títulos do Tesouro Direto. Contudo, neste caso quem capta o dinheiro são instituições financeiras privadas. Uma boa pesquisa entre diferentes empresas pode resultar em CDB com rentabilidade um pouco maior que a média.

Esses títulos, assim como a caderneta de poupança, contam com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), espécie de seguro que garante o pagamento de depósitos de até R$ 250 mil por CPF caso a instituição financeira emissora do título apresente dificuldades financeiras que comprometam sua liquidez.

3. Fundos de Renda Fixa

Fundos de Renda Fixa aplicam a maior parte dos recursos reunidos em títulos de renda fixa (como títulos do tesouro e CDBs) em um percentual que deve chegar no mínimo a 80%. Os 20% restantes podem ser aplicados de forma livre pelo gestor do fundo.

A principal diferença entre os investimentos em renda fixa e o de renda variável está na previsibilidade da forma de cálculo de rentabilidade do primeiro grupo, que está sempre atrelada a um indicador econômico, como juros ou inflação.

Geralmente, a rentabilidade desses fundos têm como objetivo superar o CDI, taxa que na maioria dos casos fica colada à Selic. Os riscos desses fundos são relativamente baixos. Todavia, não há cobertura do FGC. Além disso, para participar deles é preciso arcar com algumas taxas, que podem comprometer a rentabilidade.

4.Fundos Multimercado

Diferente dos fundos de renda fixa (que precisam seguir a exigência de ter ao menos 80% de seus recursos aplicados em papéis do tipo), os fundos multimercado são livres para compor sua carteira com ativos de diferentes classes. Isso faz com o gestor tenha mais liberdade para diversificar as estratégias em busca de uma rentabilidade maior.

Existem diversas modalidade de fundos multimercado, o que define qual será a estratégia a ser seguida ou mesmo se algum tipo de ativo será priorizado. Todas essas regras são incluídas no regulamento do fundo e devem ser analisas pelo investidor antes da aplicação.

Esses fundos são uma boa forma de diversificação, embora algumas estratégias possam elevar a exposição ao risco. Além disso, assim como nos fundos de renda fixa, é preciso considerar o peso das taxas a serem pagas.

5. Letras de Crédito

Letras de Crédito (tanto do setor imobiliário quanto do agronegócio) chamam a atenção de investidores principalmente pela isenção de Imposto de Renda. Além disso, esses títulos emitidos pelos bancos para financiar esses setores da economia também contam com a proteção do FGC.

Os prazos e a rentabilidade desses investimentos variam de acordo com cada banco, então é preciso fazer uma boa pesquisa antes de decidir se o investimento vale a pena.

6.Debêntures

Debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas, com o intuito de captar recursos no mercado. Logo, quem investe nesse papel está emprestando dinheiro para a empresa, com a expectativa de ser remunerado de acordo com taxas preestabelecidas.

Esse investimento geralmente existe prazos maiores (entre 2 e 5 anos) e não conta com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Diante do risco da empresa emissora não honrar o papel emitido, é importante avaliar a sua solidez antes de optar por essa forma de aplicação.

7. Ações

Quem quer ir além das opções de renda fixa mencionadas acima pode explorar as ações. Para isso, é preciso entender como funciona a bolsa de valores, saber quais empresas oferecem ações mais sólidas e procurar outras formas de diversificar sua carteira de aplicações.

Ainda que o retorno com ações possa ser bastante interessante, elas são opções de investimento que expõem o investidor a níveis de risco e volatilidade que não são comuns em investimentos de renda fixa.

Como escolher e começar a investir neles?

As opções de investimentos mencionadas acima estão disponíveis em praticamente todos os bancos e corretoras. Portanto, fazer a escolha mais adequada passa por se informar mais sobre cada forma de aplicação, analisando seus custos, riscos e rentabilidade esperada.

Também é essencial avaliar quais são os seus objetivos e entender qual o seu perfil de investidor, de acordo com seu grau de tolerância ao risco na hora de aplicar. Assim, com essas dicas, é possível fugir da baixa rentabilidade da poupança.

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