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Tecnologias estão transformando o mercado de investimentos

Fintechs oferecem a pessoas físicas ferramentas antes restritas a países desenvolvidos e investidores institucionais

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É inegável que a tecnologia avança exponencialmente e que sua influência é cada dia maior em nossas vidas. A forma como se ouve música, como pedimos comida e até como nos relacionamos vem mudando radicalmente. Seria de se esperar, portanto, que a maneira de se investir também passasse por disrupções e se transformasse. E é exatamente isso que ocorre hoje.

O brasileiro se acostumou a ter uma relação extremamente distante com seus investimentos. Por uma série de fatores históricos – como hiperinflação, baixo grau de educação financeira e a própria ausência de recursos para investir – terceirizamos por muitos anos a gestão de nossos recursos, principalmente na figura do gerente do banco. Confiávamos a eles todas as principais decisões frente às nossas poupanças. Veio, então, a tecnologia para romper esse paradigma.

Atrelados às alterações da nossa conjuntura macroeconômica (estabilidade inflacionária e de taxa de juros), os avanços tecnológicos estão catalisando grandes mudanças no sistema financeiro do país. As mudanças demoraram para impactar de fato a vida das pessoas, pois elas se deram inicialmente nas estruturas internas dos grandes bancos e investidores institucionais.

Aqueles que têm contato com tecnologia vão se lembrar que toda a estrutura interna dos bancos era programada na linguagem “Cobol”, linguagem essa que sofre para continuar viva. A partir da década de 90, os grandes bancos passaram a investir muito em Pesquisa e Desenvolvimento internos, com grande foco em ganhos de eficiência operacional, enquanto investidores institucionais já davam os primeiros passos na robotização de investimentos.

Em um segundo momento, que se consolidou por volta de 2010, os investidores institucionais começaram a criar mecanismos robotizados para brigar pela velocidade de operações no mercado de capitais. Iniciou-se, assim, o uso de robôs de alta frequência (também conhecidos como High Frequency Trading). Enquanto isso, os bancos de varejo brasileiro passaram a utilizar a tecnologia para oferecer novos e melhores serviços, já de olho em um incipiente surgimento das “fintechs” (startups de serviços financeiros).

Hoje, o que se vê é um mercado financeiro cada vez mais competitivo no Brasil. As fintechs ganharam força e já são uma ameaça real aos grandes bancos de varejo. Oferecendo soluções inovadoras, mais eficientes, baratas e personalizadas, as fintechs estão trazendo para o investidor comum tecnologias antes utilizadas apenas em mercados mais desenvolvidos e restritas a grandes investidores. Nos Estados Unidos, o volume de operações realizadas por robôs no mercado de capitais já ultrapassa 90% do total de operações. A Índia, em 5 anos, já alcançou mais de 50% do volume total realizado por algoritmos – enquanto, por aqui, esse percentual ainda é baixíssimo, principalmente entre pessoas físicas.

E na dianteira desse movimento, traremos para você, quinzenalmente, uma coluna no portal SpaceMoney, para que você esteja à frente das inovações tecnológicas no mercado de investimento e tire proveito delas para fazer seu dinheiro render mais. Ou você quer ficar fora dessa?

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