Deixa eu te contar uma coisa. Quando preciso decidir sobre um assunto que não domino, me sinto insegura e geralmente demoro para agir. Pesquiso no Google, procuro por livros, peço opinião para quem confio. Não é um processo rápido, viu? E sempre existe um porquê.

Com o dinheiro, não é diferente, mas vou te ajudar a organizar os pensamentos.

Você não precisa concordar com tudo que recomendo. Mas acredite, esse texto contém um resumo de vários anos de estudo e experiência de mercado.

Qual a sua desculpa?

Eu sei que essa conversa de “você precisa abrir mão de alguma coisa agora se quiser construir um futuro” não é das mais interessantes.

E eu não vou tentar te convencer do contrário. O que importa para mim é chegarmos a um consenso. Você concorda que em algum momento da vida nosso corpo não vai ter tanta energia para sair de manhã e trabalhar da mesma forma que fazemos quando somos jovens?

Então, não dá para deixar de lado a questão da independência financeira ou aposentadoria, como você preferir. Mas o que precisa ser feito?

Comece logo com um plano de previdência privada. Isso deveria ser lei aqui no Brasil, como já é em outros países, inclusive parceiros nossos na corrida do desenvolvimento.

Procure destinar pelo menos 7% da sua renda mensal para este investimento. Se for possível descontar direto em folha e ter patrocínio da empresa, não pense duas vezes. Dificilmente você encontrará alternativa que seja mais compensadora no mercado.

Contrate esse produto com o seu banco ou corretora, comece pelo começo. Mas faça isso o quanto antes se ainda não tiver feito.

E depois?

Ajuste o seu padrão de vida. Sim, você precisa entender que gastar tudo o que ganha mensalmente não é o jeito certo de usar o dinheiro e que se essa é a sua realidade, coisas precisam ser mudadas.

Quebre os cartões de crédito, cancele as diversas contas em bancos, mude o endereço de correspondência dos e-mails marketing que vendem produtos.

A economia brasileira está estruturada no endividamento, mas dívida nenhuma traz liberdade e independência financeira. Ao contrário, ela te coloca num dilema que chamamos de corrida dos ratos. Faça dívidas e você terá que trabalhar para quitá-las.

Com uma poupança consistente de 20% do seu salário mensal, você já terá recursos suficientes para construir uma estratégia de investimentos.

Antes disso, tudo o que você investir será tiro curto. E ninguém constrói patrimônio sem consistência.

E daí?

Com isso você já estará investindo porque terá a previdência, mas para os 13% adicionais que você irá guardar com regularidade, a sequência recomendada é a seguinte:

👉 Deixe três meses dos seus gastos em algum lugar que seja de fácil acesso e não sofra variações. Pode ser no Tesouro Selic, conta corrente remunerada ou até mesmo na poupança. Não importa. Essa será a sua reserva mínima de emergência,

👉 Junte mais três meses de gastos mensais e aplique em fundos de Renda Fixa. Pode ser pós- fixada ou com crédito privado, assim você melhora um pouco a rentabilidade. A combinação desse dinheiro com o anterior será a sua reserva de emergências.

👉 Faça o questionário de perfil de risco de uma corretora e comece a investir de acordo com o que é recomendado por classe de ativos (50% Renda Fixa, 35% Renda Variável, 15% Outros). Se precisar de ajuda para escolher os produtos, fale com um assessor de investimentos ou peça ajuda a um robô.

Não é difícil. Tente não se cobrar tanto na hora de investir e evite inventar moda fazendo operações complexas. Comece do começo e aos poucos, a chance de você perder dinheiro assim será bem mais baixa.

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