
O setor de e-commerce possui para o ano de 2023 perspectivas de crescimento desafiadoras, escreveu Igor Glioche, analista da Órama Investimentos.
Além de uma população com poder de compra pressionado, a taxa de juros em patamares elevados e o balanço das companhias alavancados dificultam a estratégia de aceleração de crescimento das empresas, afirmou o profissional.
Em um cenário macroeconômico desafiador, o mercado passa a cobrar mais rentabilidade ao invés de somente crescimento, e forçar as companhias a revisitar suas estratégias de negócio.
Outro ponto negativo para o setor serié a grande presença no GMV total de itens como eletrodomésticos, eletrônicos e móveis.
Atualmente, essas categorias de produtos cíclicos e ticket alto correspondem à 70% do e-commerce brasileiro.
Por mais que o momento seja de desafios, a história de crescimento do e-commerce continua, e a penetração do digital ainda representa uma grande oportunidade, afirmou a Órama.
A segunda onda do e-commerce no mercado brasileiro deve ser capturada em categorias como vestuário, produtos de beleza e alimentos. Essas categorias que devem ajudar na recorrência de compra nas plataformas.
Na visão da corretora, o setor abre oportunidades apenas para trades de long & short com ações de Americanas (AMER3), Magazine Luiza (MGLU3), Mercado Livre (MELI34) e Via (VIIA3).
Glioche diz que os analistas ainda não se sentem confortáveis para estar long em nenhuma tese, mesmo com alguns valuations que julgam estar bastante descontados e histórias que no longo prazo avaliam trazer retornos interessantes para o acionista.