
Nesta quarta-feira (16), a consultoria KPMG divulgou um levantamento que analisa os quatro padrões de retomada dos 40 principais setores da economia após um ano de início da pandemia da Covid-19.
De acordo com o estudo, as emerging giants e startups estão no estágio de crescimento. Nessa etapa, estão empresas que escalam o pós-pandemia com o comportamento do consumidor favoravelmente alterado durante a crise.
A classificação indica que os investidores percebem potencial de liderança nas empresas e fornecem capital para escalar agressivamente durante a recuperação.
"Após mais de um ano de pandemia, inicialmente houve uma preocupação muito grande por parte das startups com o fluxo de caixa. No momento, há desafios de contenção de despesas e foco nas linhas de negócios mais importantes do ponto de vista da geração de valor para a companhia" afirma Jubran Coelho, sócio-lider da área de Private Enterprise da KPMG no Brasil.
"Negócios como edtechs e healthtechs ganharam destaque, enquanto startups de turismo, por exemplo, foram afetadas. Além disso, há desafios de revisões dos planos de investimentos e alocações, considerando o cenário de incerteza e foco em retenção de clientes e controle do churn", conclui.
De acordo com o conteúdo, as tendências para as emerging giants e startups são as seguintes:
– Venture capital captados no momento da pandemia contribuiu para o funding e o volume de investimentos no setor.
– Oportunidades de aquisições com valuations atrativos e boa liquidez no mercado de Venture Capital.
– O cenário converge para uma maior necessidade de digitalização de processo e produtos, o que certamente, favorece o mercado de startups, tendo em vista o foco em tecnologia e inovação de seus modelos de negócios.
– Movimento inédito de diversos IPOs de startups na B3, sinalizando o amadurecimento do ecossistema no Brasil.
– Forte de tendência de Corporate Venture e Inovação Aberta das grandes corporações contribuindo não apenas com o funding no mercado de startups, mas também com o desenvolvimento e maior conexão com o mercado.
– Marco Legal das Startups aprovado no Senado: medidas de estímulos à criação de startups e aumento da segurança jurídica aos investidores.
– Necessidade de inclusão da gestão ESG na agenda da liderança para manutenção da competitividade e resiliência dos negócios.
Com informações de Ricardo Viveiros & Associados – Oficina de Comunicação (RV&A).