Saúde do presidente

Lula pode disputar reeleição e governar Brasil por mais 4 anos, garante Kalil

A declaração foi feita durante entrevista ao programa "Roda Viva", da TV Cultura, ao ser questionado sobre a cirurgia realizada pelo presidente em dezembro de 2024

Lula
Crédito: Agência Brasil

O cardiologista Roberto Kalil Filho, de 65 anos, que atua como médico pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) há mais de duas décadas, afirmou nesta segunda-feira (25) que o chefe do Executivo possui plena condição de disputar a reeleição e, caso vença, governar o Brasil por mais quatro anos.

De acordo com Kalil, Lula mantém a rotina de uma pessoa saudável e um cronograma de cuidados diários com a saúde.

A declaração foi feita durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, ao ser questionado sobre a cirurgia realizada pelo presidente em dezembro de 2024.

O procedimento foi necessário dois meses após um acidente doméstico, quando Lula sofreu uma queda no banheiro do Palácio da Alvorada, em Brasília (DF).

Ele tem todas as condições de disputar uma eleição e exercer o cargo. Teve problemas de saúde, como todos nós temos, mas esse último não foi uma doença, foi um acidente. Então, ele tem todas as condições. Isso não impede qualquer campanha ou futuro governo, declarou o médico.

A intervenção cirúrgica realizada no presidente foi uma trepanação, um procedimento que consiste na remoção de um coágulo por meio de um dreno inserido em um orifício no crânio. O objetivo foi reduzir o risco de sangramentos encefálicos.

Lula pode disputar reeleição em 2026

Caso Lula concorra e vença as eleições presidenciais de 2026, o presidente vai completar oitenta e um anos dois dias após o segundo turno, marcado para o dia 27 de outubro daquele ano.

Ao fim de um eventual mandato, ele deixa a presidência aos 85 anos.

A idade e as condições físicas e mentais do presidente são pontos levantados por especialistas, que avaliam que esses fatores devem ser considerados antes do lançamento oficial de uma candidatura para a sucessão em 2026.