Política

STF adia julgamento de Bolsonaro por tentativa de golpe para quarta-feira (26)

Decisão sobre denúncia será definida na retomada

O Ministro do STF, Alexandre de Moraes autorizou a volta do X (ex-Twitter) no Brasil
Alexandre de Moraes, ministro do STF, autoriza retorno do X ao Brasil após um mês de suspensão. Plataforma cumpre exigências judiciais e nomeia representante legal | Gustavo Moreno/STF

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu, nesta terça-feira (25), o julgamento da denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete investigados por tentativa de golpe de Estado.

A análise do caso será retomada na quarta-feira (26), às 9h30, quando os ministros decidirão se aceitam ou rejeitam a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Sessão de julgamento suspensa após manifestações das partes

Durante a sessão desta terça, o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, apresentou seu parecer sobre a denúncia. Em seguida, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, fez sua manifestação, defendendo o recebimento da acusação.

Os advogados dos oito denunciados também tiveram a oportunidade de se pronunciar e apresentaram seis questionamentos processuais, que foram todos rejeitados pelos ministros da Primeira Turma.

Diante disso, o presidente da Turma, ministro Cristiano Zanin, encerrou a sessão e anunciou a retomada do julgamento para o dia seguinte.

Caso os ministros aceitem a denúncia, os investigados se tornarão réus e passarão a responder ao processo na Suprema Corte, onde poderão ser considerados culpados ou inocentes.

Entenda a denúncia

A denúncia foi apresentada pela PGR e dividida em cinco núcleos de investigados, sendo que o primeiro grupo está sendo analisado nesta fase do julgamento. Além de Bolsonaro, fazem parte desse núcleo:

  • Mauro Cid – tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;
  • Walter Braga Netto – general, ex-ministro da Defesa e candidato a vice-presidente em 2022;
  • Alexandre Ramagem – deputado federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  • Almir Garnier – almirante de esquadra e ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres – ex-ministro da Justiça;
  • Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  • Paulo Sérgio Nogueira – general e ex-ministro da Defesa.

A Procuradoria-Geral da República acusa os investigados de envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado, baseada em articulações para reverter o resultado das eleições de 2022.

Segundo a denúncia, há indícios de um plano para manter Bolsonaro no poder, mesmo após a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.