
As ações da Cruzeiro do Sul (CSED3) registraram forte volatilidade nesta terça-feira (1º), e movimentou R$ 11,70 milhões na B3, um volume mais de 12 vezes superior ao do dia anterior.
Os papéis fecharam em queda de 5,5%, cotados a R$ 3,59, após a companhia divulgar um prejuízo de R$ 9,8 milhões no quarto trimestre, em reversão a um lucro de R$ 6,90 milhões do mesmo período de 2023.
O resultado negativo foi impactado por despesas não recorrentes de R$ 26,90 milhões, um aumento de 513,6% na comparação anual.
Desses valores, R$ 23,50 milhões referem-se à atualização da curva de provisão de perdas estimadas em créditos de liquidação duvidosa.
Em teleconferência, o CEO, Renato Padovese, afirmou que espera um cenário positivo de inadimplência para 2025 e destacou a melhora na alavancagem financeira da companhia. O índice de endividamento caiu para 1,4x, ante 1,6x em 2023.
A receita da companhia cresceu 10,6% no trimestre, a R$ 662,70 milhões. No acumulado de 2024, o lucro foi de R$ 144,30 milhões, um avanço de 43,70% em relação ao ano anterior.
A companhia também registrou um crescimento de 12% no número de alunos matriculados, a 526 mil estudantes.
O setor aguarda a nova regulamentação do ensino à distância (EaD), em fase final de elaboração pelo Ministério da Educação (MEC).
Espera-se que as novas regras exijam maior presença e aulas ao vivo. “A gente não tem nenhuma atualização (…) No mais tardar, no final de abril devemos ter esse novo marco para trabalhar no planejamento”, afirmou Padovese.
As informações são do jornal Valor Econômico.