Governança abalada

Tupy (TUPY3) confirma troca na presidência, apesar da resistência de minoritários

Investidores como 4UM Investimentos, Organon Capital, Charles River e Real Investor, que detêm cerca de 10% da Tupy, expressaram descontentamento com a mudança, de acordo com informações do site Seu Dinheiro

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Tupy - TUPY3

O conselho de administração da Tupy (TUPY3) confirmou a substituição do CEO da companhia, Fernando Rizzo, apesar da insatisfação de acionistas minoritários. A partir de maio, Rafael Lucchesi assume o cargo, o que marca sua primeira experiência como diretor-presidente de uma empresa.

Investidores como 4UM Investimentos, Organon Capital, Charles River e Real Investor, que detêm cerca de 10% da Tupy, expressaram descontentamento com a mudança, de acordo com informações do site Seu Dinheiro.

Eles alegam que Rizzo desempenhou papel crucial no crescimento da empresa e destacam que Lucchesi nunca ocupou um cargo executivo.

A decisão do conselho não foi unânime.

Dois membros independentes votaram contra a substituição. José Rubens de La Rosa questionou a urgência da mudança e alertou para riscos desnecessários na transição. Ricardo Weiss também defendeu a permanência de Rizzo, e alinhou-se ao posicionamento de La Rosa.

Jaime Luiz Kalsing votou a favor da troca, reconheceu a contribuição de Rizzo, mas apoiando a mudança na liderança.

Os conselheiros independentes foram indicados pela gestora Trígono, que ostenta o Banco do Brasil como acionista e possui 10% da Tupy. A Trígono propôs a manutenção dos três conselheiros independentes para a eleição de 2025, com apoio do BNDES (28,00%) e do fundo de pensão Previ (25,00%).

Além disso, o BNDES decidiu não reconduzir os ministros Carlos Lupi (PDT-RJ) e Anielle Franco (PT-RJ) ao conselho de administração da Tupy, mas manteve Vinicius Marques de Carvalho.

Para substituí-los, foram indicados Marcio Bernardo Spata e Sergio Foldes Guimarães.

Já a Previ manteve Paula Goto e Wagner de Souza Nascimento, além de nomear Márcio Antonio Chiumento para o conselho.

Minoritários descontentes cogitam eleger um novo representante por meio do voto múltiplo.

No entanto, o processo de escolha do novo presidente seguiu os trâmites formais, com indicação de acionista e aprovação do conselho de administração.

As informações são do site Seu Dinheiro.