
ATUALIZAÇÕES DA COTAÇÃO DO DÓLAR:
- Fechamento: Dólar comercial (compra): -1,23%, cotado a R$ 5,628.
- – 11:07: Dólar comercial (compra): -1,75%, cotado a R$ 5,598.
- – 9:22: Dólar comercial (compra): -1,35%, cotado a R$ 5,621.
Na sessão anterior…
Na última quarta-feira (2), o dólar comercial (compra) fechou em alta de 0,27%, cotado a R$ 5,698.
O que influencia o dólar?
A guerra comercial oficialmente iniciada por Donald Trump, na última quarta-feira (2), com a implementação de tarifas sobre mais de 100 países, cria um ambiente de incerteza global, e leva investidores a buscar ativos mais seguros como o próprio dólar.
Com isso, a moeda norte-americana tende a se valorizar frente a divisas emergentes, especialmente de países afetados pelas tarifas, como Brasil e China, e blocos como a União Europeia (UE).
A tarifa geral mínima dos Estados Unidos (EUA) entra em vigor no próximo sábado, 5 de abril, enquanto as tarifas individualizadas começam na próxima quarta-feira, 9 de abril. O Brasil e outros países terão taxa de 10%.
A China foi taxada em 34%, além dos 20% anteriores. A União Europeia vai pagar 20% a mais, enquanto Japão, Coreia do Sul e Índia enfrentarão tarifas entre 24% e 26%.
Especialistas apontam riscos inflacionários e impactos na economia global.
Assim, se a economia desacelerar devido às tarifas, o Federal Reserve (FED) pode ser pressionado a reduzir juros, o que poderia enfraquecer o dólar no longo prazo.
Outro fator essencial diz respeito à resposta dos países afetados. Se houver retaliação, como aumento de tarifas sobre produtos norte-americanos, os mercados podem reagir com ainda mais cautela e ampliar a volatilidade do câmbio.
A dinâmica do dólar segue dependente desses desdobramentos e da percepção de risco dos investidores globais.
Nessa esteira, o Brasil, com taxa menor, pode ganhar competitividade e ver uma valorização do real, uma vez que o diferencial de juros do Brasil e os EUA também faz efeito sobre o câmbio.
Brasil
Nesta quinta-feira (3), o mercado financeiro local observa o Índice de Gerente de Compras (PMI) Composto e de Serviços, referente a março, a ser divulgado pela S&P Global.
A S&P Global informou que seu PMI de Serviços do Brasil subiu de 50,6 em fevereiro a 52,50 pontos em março, leitura mais elevada desde novembro. A marca de 50,0 separa crescimento de contração.
Apesar de o setor industrial ter perdido força no Brasil em março, o PMI Composto acelerou a uma máxima de quatro meses e marcou 52,6 pontos, de 51,2 em fevereiro.
Além disso, investidores monitoram a participação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ministros do seu governo em evento no Palácio do Planalto.
Popularidade em queda mesmo com medidas
As pesquisas mais recentes apontam queda na popularidade de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), impulsionada por desafios econômicos e políticos. O cenário preocupa o governo, a menos de um ano e meio para as eleições presidenciais.
O aumento dos preços dos alimentos elevou a insatisfação popular.
Além disso, especialistas destacam falhas na comunicação e na estratégia governamental como fatores que ampliam o descontentamento.
A condução das contas públicas e a reação negativa do mercado financeiro pesam. A inflação, a queda do poder de compra e os juros altos agravam o cenário.
Para reverter a situação, o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) facilita o crédito, tenta conter a alta dos alimentos e propõe ampliar a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5.000,00.
Mesmo assim, cientistas políticos avaliam que essas medidas podem não mudar significativamente a percepção do eleitorado e aliviar apenas temporariamente os efeitos da crise.
Na última quarta-feira (2), a pesquisa Quaest, encomendada pela Genial Investimentos, mostrou desaprovação recorde do petista: 56,00% dos brasileiros rejeitam o governo, contra 49,00% em janeiro, enquanto a aprovação caiu de 47,00% para 41,00%.
EUA
Após o “Dia da Libertação” nos Estados Unidos, o mercado norte-americano observa nesta quinta-feira (3) o volume de pedidos de auxílio-desemprego na semana e o Índice de Gerente de Compras (PMI) Composto e de Serviços, referente a março.
Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 6.000, para 219.000 em dado com ajuste sazonal, na semana encerrada em 29 de março, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira.
Economistas consultados pela agência Reuters previam 225.000 pedidos para a última semana.
Além disso, dirigentes do Federal Reserve (FED) fazem primeiro discurso após o tarifaço implementado por Donald Trump.
Desta vez, as falas são de Philip Jefferson (13:30) e Lisa Cook (15:30).
Balança comercial
O déficit comercial dos Estados Unidos encolheu em fevereiro de 2025, uma vez que exportações mais fortes atenuaram o impacto de uma corrida para garantir produtos antes das tarifas do governo Donald Trump.
A balança comercial norte-americana registrou um déficit de US$ 122,70 bilhões em fevereiro.
As informações são do jornal Valor Econômico.
Reação ao tarifaço de Trump
Nesta quinta-feira (3), a expectativa gira em torno das reações da China e da União Europeia (UE) sobre as tarifas impostas por Donald Trump na última quarta-feira (2).
O mercado fica atento, pois esse after-day do “Dia da Libertação” vai definir a escala da guerra comercial. Pequim já pediu a revogação das tarifas.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, alertou que uma retaliação chinesa vai levar Trump a aumentar ainda mais as alíquotas. O setor de tecnologia teme impactos severos.
Empresas como Nvidia (NVDC34) e fabricantes de chips sofreram quedas nas ações.
Além disso, produtos de pequeno valor da China e Hong Kong perderão isenção e pagarão 30% de tarifa.
A União Europeia e o Canadá devem reagir em breve, enquanto a Austrália busca isenção.
As tarifas podem pressionar os preços das commodities agrícolas e prejudicar agricultores americanos. Fabricantes de agroquímicos também sofreram queda nas ações.
Houve alívio com a confirmação de que tarifas recentes não serão cumulativas.
O Brasil acredita que pode manter exportações, mas avalia medidas para garantir reciprocidade.
O Congresso Nacional aprovou a Lei da Reciprocidade Econômica, a permitir contestação oficial das tarifas. Consultorias alertam que o impacto vai ser maior do que o esperado, e deve afetar inflação e juros.
Confira tabela com alguns dos países taxados por Donald Trump e suas respectivas tarifas:
País | Tarifa (%) |
---|---|
Alemanha | 10% |
Arábia Saudita | 10% |
Argentina | 10% |
Austrália | 10% |
Bolívia | 10% |
Brasil | 10% |
China | 34% |
Colômbia | 10% |
Equador | 10% |
El Salvador | 10% |
Egito | 10% |
Emirados Árabes Unidos | 10% |
Índia | 26% |
Israel | 17% |
Japão | 24% |
Noruega | 15% |
Nova Zelândia | 10% |
Peru | 10% |
Reino Unido | 10% |
Sérvia | 37% |
Suíça | 31% |
Turquia | 10% |
Ucrânia | 10% |
União Europeia | 20% |
Uruguai | 10% |
Venezuela | 15% |
Vietnã | 46% |
Ásia
Na Ásia, o Nikkei 225 (Japão) fechou em baixa de 2,8% e o Shanghai Composite (China), -0,2%.
China – A atividade de serviços na China cresceu em março ao maior nível em três meses. O PMI de serviços do Caixin subiu para 51,90 pontos, o que indica expansão.
O crescimento econômico levou o Standard Chartered a elevar sua projeção do Produto Interno Bruto (PIB) chinês para 5,2% no primeiro trimestre, impulsionado por dados fortes de janeiro e fevereiro.
No entanto, Trump anunciou uma tarifa de 10% sobre todas as importações e aumentou os tributos para a China, o que eleva a taxa total para 54% e ameaça exportações.
Diante do cenário externo desafiador, especialistas defendem que a China adote políticas mais proativas para garantir a recuperação econômica sustentável nos próximos meses.
A pesquisa do Caixin mostrou aumento nos novos pedidos, impulsionado pela demanda interna e por políticas de apoio.
Europa
Zona do Euro – Na Zona do Euro, o PMI de Serviços subiu para 51,0 pontos em março, de 50,6 em fevereiro e 50,4 esperado pelo mercado financeiro.
Banco Central Europeu (BCE) – As barreiras comerciais dos Estados Unidos pesarão sobre o crescimento, mas seu impacto sobre a inflação seria bem menos certo – o que torna imperativo que o Banco Central Europeu não se comprometa com nenhum movimento específico até que tenha uma série de evidências em dados, mostrou a ata da reunião de 5 e 6 de março da autoridade monetária.
“Foi dito que os prováveis choques no horizonte, a escalada das tensões comerciais e a incerteza de modo mais geral, podem pesar significativamente sobre o crescimento“, mostrou o documento nesta quinta-feira.
Commodities
Petróleo – Por volta de 10:55 (de Brasília), o petróleo tipo Brent para entrega em junho recuava 6,66%, a US$ 69,93 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE). Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do petróleo WTI para maio cedia 6,61%, a US$ 66,97.
A Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados) anunciou nesta quinta-feira (3) que vai antecipar o plano de aumento na produção de petróleo, e elevar a produção em 411.000 barris por dia em maio.
O encontro virtual contou com representantes de Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã.