O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou uma queda de 0,50% em março, após avançar 1,00% em fevereiro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (4) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
O resultado ficou próximo da expectativa negativa de 0,52% estimada pelo mercado, dentro de um intervalo que variava de -0,70% a -0,17%.
Apesar da retração mensal, o indicador ainda acumula uma alta de 0,60% no ano e um avanço expressivo de 8,57% nos últimos 12 meses, refletindo a volatilidade dos preços em diferentes setores da economia.
Componentes do IGP-DI
A queda do índice foi impulsionada principalmente pelo recuo do Índice de Preços ao Produtor Amplo – Disponibilidade Interna (IPA-DI), que mede os preços no atacado e caiu 0,88% em março, revertendo a alta de 1,03% registrada em fevereiro.
Por outro lado, o Índice de Preços ao Consumidor – Disponibilidade Interna (IPC-DI), que acompanha a variação dos preços no varejo, continuou em alta, embora em menor ritmo. O indicador subiu 0,44% em março, após elevação de 1,18% no mês anterior.
Já o Índice Nacional de Custo da Construção – Disponibilidade Interna (INCC-DI), que mede a evolução dos preços na construção civil, manteve-se praticamente estável, avançando 0,39% em março, ligeiramente abaixo da alta de 0,40% observada em fevereiro.
Os preços foram coletados entre os dias 1º e 31 de março, capturando a movimentação dos diferentes segmentos no período.
Núcleo do IPC-DI aponta tendência de alta moderada
O núcleo do IPC-DI, métrica que exclui as maiores variações para identificar tendências de preços no varejo, avançou 0,46% em março, desacelerando em relação à alta de 0,48% registrada em fevereiro.
No acumulado do ano, o núcleo do IPC-DI subiu 1,42%, enquanto a variação em 12 meses chegou a 4,26%.
A desaceleração do IGP-DI indica um alívio na pressão inflacionária em alguns setores, especialmente no atacado.