Mercado de trabalho forte

Payroll: EUA criam 228 mil empregos em março, acima do esperado

Os dados divulgados mostram que os empregos no setor público federal dos Estados Unidos sofreram uma queda de 4.000 postos em março, em comparação com o mês anterior

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Payroll nos EUA
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Os dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos (EUA) mensurados pelo relatório Payroll para março mostraram um aumento de 0,30% no crescimento mensal dos salários médios, de acordo com as estimativas iniciais.

Além disso, o número de empregos não-agrícolas cresceu em 228.000, e superou as expectativas de alta de 140.000.

O desemprego permaneceu estável em 4,2%, dentro das projeções, apontou o Payroll.

Mais números do Payroll

Os dados divulgados mostram que os empregos no setor público federal dos Estados Unidos sofreram uma queda de 4.000 postos em março, em comparação com o mês anterior.

A variação do emprego total não-agrícola em janeiro foi revisada para baixo em 14 mil vagas, de 125.000 para 111.000.

a variação de fevereiro foi revisada para baixo em 34 mil vagas, de 151.000 para 137.000.

Com essas revisões, o crescimento do emprego em janeiro e fevereiro combinados ficou 48 mil vagas abaixo do que havia sido inicialmente divulgado.

Entenda o relatório Payroll

O termo “Payroll” refere-se ao Relatório de Emprego dos Estados Unidos, frequentemente denominado Non-Farm Payrolls (NFP).

O relatório, publicado mensalmente pelo Bureau of Labor Statistics (BLS), fornece dados essenciais sobre a situação do mercado de trabalho no País.

O Payroll inclui informações sobre a quantidade de empregos criados ou perdidos em diversos setores da economia, e exclui atividades agrícolas, serviços governamentais, instituições educacionais e organizações sem fins lucrativos.

Este relatório tem sido considerado um dos principais indicadores econômicos, uma vez que reflete não apenas a saúde do mercado de trabalho, mas também a atividade econômica em geral.

A importância do Payroll vai além de simplesmente indicar o número de empregos criados.

Ele fornece informações sobre a taxa de desemprego, os salários médios e a participação da força de trabalho, que são cruciais para entender as tendências do consumo e da inflação.

Quando o emprego está em alta, os consumidores tendem a gastar mais, o que impulsiona a economia.

Por outro lado, um crescimento lento ou uma perda de empregos pode sinalizar uma desaceleração econômica e gera preocupações sobre a demanda agregada.

Por que os números importam tanto para decisões do Federal Reserve?

Esses dados são particularmente relevantes para o Federal Reserve (FED), o Banco Central dos Estados Unidos.

O FED utiliza o Payroll como um dos principais indicadores para fundamentar suas decisões de política monetária, especialmente na definição das taxas de juros.

Quando os dados do Payroll indicam um crescimento robusto do emprego, o FED pode considerar aumentar as taxas de juros para conter a inflação, pois mais empregos geralmente levam a um aumento nos salários, o que pode pressionar os preços para cima.

Por outro lado, se o Payroll mostra uma desaceleração no crescimento do emprego ou uma taxa de desemprego elevada, o FED pode optar por reduzir as taxas de juros para estimular a economia.

Suas surpresas podem levar a volatilidades significativas nos mercados financeiros.

Uma leitura mais forte ou mais fraca do que o esperado pode resultar em ajustes nas expectativas de mercado sobre a direção futura das políticas monetárias do FED.

Assim, o Payroll não apenas fornece uma visão do estado atual do mercado de trabalho, mas também desempenha um papel crucial na formação das expectativas econômicas e financeiras em todo o país.