Mesmo que você ainda esteja entrando no mundo dos investimentos, provavelmente já ouviu sobre a importância de uma carteira diversificada. O princípio é simples: não deixar todos os ovos na mesma cesta, para não correr o risco de ficar sem nada caso algo corra fora do previsto. Mas alguns cuidados são essenciais.

“O principal erro dos investidores está na escolha de fundos de investimentos”, aponta Sylvio Fleury, diretor de relações com o mercado da Ativa Investimentos. 

Esses produtos, práticos pois contam com o cuidado de gestores, são um atalho de diversificação utilizado por muitos principiantes. “Mas ao escolher mais de um fundo, provavelmente você está aumentando demais sua exposição em algum ativo, pois os gestores geralmente estão mais ou menos alinhados”, diz Fleury.

Por isso, a carteira ideal é aquela de correlação nula ou negativa, como explica Fábio Louzada, economista do Eu Me Banco. O índice de correlação observa as semelhanças e diferenças nos movimentos de ativos diferentes. “É algo muito simples de se observar, tanto por meio de números quanto por gráficos”, diz Louzada. Empresas do mesmo setor, que sofrem as mesmas influências, geralmente têm bastante correlação, como os bancos Itaú e Bradesco, por exemplo. 

E não é só a classe de ativos que deve ser variada, mas também a liquidez de cada produto. Isso se mostra ainda mais fundamental em tempos de crise como a que atravessamos, lembra Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos. “O investidor inexperiente geralmente não se atenta ao resgate, mas é importante ter alocação em vencimentos diários para emergências”. 

Outra possibilidade de diversificação está na geografia dos seus investimentos. “Está chegando no varejo agora, para os investidores menores, cada vez mais opções para investir no exterior”, lembra Sylvio Fleury. Isso expõe as aplicações a diferentes contextos econômicos e políticos, garantindo que, caso um país não vá bem, seja coberto por outro que teve um período melhor. 

E vale sempre lembrar que o rebalanceamento de carteira deve ser uma preocupação constante. “Mesmo em tempos e lugares mais estáveis, é necessário dar uma olhada todos os meses”, recomenda Gustavo Cruz. Não só o cenário econômico muda, mas seus próprios horizontes e objetivos podem ser revistos. “Leva pouco tempo acompanhar a cada mês e é um hábito que vale a pena”, completa o estrategista.

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