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A pandemia de coronavírus gerou impactos nas mais diferentes áreas — e a economia, sem dúvidas, foi uma das mais atingidas. Em um cenário de retração econômica, acordos para manutenção de empregos e tempo dentro de casa ampliado, muitos pais se viram com uma dúvida parecida: como falar com meus filhos sobre a atual situação econômica? 

Mesmo fora desse contexto atípico, introduzir no ambiente familiar a educação financeira nem sempre é tarefa fácil. Para ajudar nessa jornada, a SpaceMoney conversou com alguns profissionais da área e trouxe três orientações sobre como os pais podem tratar de finanças pessoais com os pequenos.

Antes de tudo, Claudia Forte, superintendente da Associação de Educação Financeira do Brasil, esclarece que não há um manual ou receita mágica que funcione com a totalidade das pessoas. Cada criança vive circunstâncias específicas, e é fundamental levar isso em conta na hora de pensar a educação. Com esse pensamento, ela lembra de alguns pontos que costumam funcionar entre as crianças. Confira: 

 

1- Ensine a diferença entre querer e precisar 

Imagine que uma mãe vai fazer as compras de mercado e pergunta a seu filho qual biscoito ele deseja. A criança tem incontáveis opções disponíveis, de diferentes formatos, sabores e preços. Esse pode ser o momento, por exemplo, de introduzir o costume de comparar as alternativas: “Com o dinheiro que usamos para comprar um pacote do biscoito X, podemos comprar quatro do biscoito Y”. 

Forte lembra que é mais eficaz comparar falando de quantidade, já que é uma grandeza mais fácil de ser compreendida por crianças pequenas do que a noção de preço. Com o tempo, elas passam a fazer disso um hábito, realizando essas comparações sozinhas.

 

2- Introduza a valoração do tempo

Geralmente, a falta de tempo é um tema corriqueiro entre as reclamações do século XXI. Com o isolamento social, porém, pode haver uma inversão dessa lógica, fazendo as famílias lidarem com tempo livre de sobra — tanto dos pais, quanto dos filhos.

Claudia comenta que envolver as crianças na divisão do tempo da casa pode ser o começo da compreensão de planejamento, tão importante para a educação financeira. E isso é alcançável de formas simples: estimulando, por exemplo, a reflexão sobre as 24 horas de um dia, para ilustrar coisas como os horários de trabalho dos pais e até fazendo com que as crianças pensem no que deve ser feito com seu tempo livre.

No mesmo sentido, a psicóloga e neuropsicóloga Aline Gabriela, com experiência em crianças e adolescentes, acrescenta: “Costumo dizer para os pais mostrarem um calendário aos filhos, indicando quando recebem seus salários, o dia de vencimento de contas, em quais dias trabalham ou não, e assim por diante”. Segundo ela, a partir dos 7 anos as crianças já têm compreensão cognitiva para assimilarem essas informações. 

3- Mostre a importância de sonhar — e de reconhecer esses sonhos

Sonhar com novos horizontes é o primeiro passo no caminho da mobilidade social. Ensinar às crianças que seus sonhos devem ser elaborados, reconhecidos e perseguidos é ensiná-las, também, que podem desejar o que quiserem para seu futuro. 

E o começo de grandes sonhos são os menores: seja um brinquedo novo, um hambúrguer ou um tênis, Claudia fala que as crianças devem ser incentivadas a manterem esses desejos em mente, o que as estimula a poupar dinheiro para realizá-los. Mesmo que seja o troco do dinheiro do lanche, colocar essa e outras quantias num cofrinho e anotar o nome do sonho da criança num papel é um pacto interessante para os pais estabelecerem com os filhos. “É como dizer: aprendam a sonhar; planejem seus sonhos”, comenta Forte.


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