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Como investir os saques do FGTS e do PIS-Pasep?

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Em julho de 2019, o Governo Federal anunciou a liberação de parte dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep).

No caso do FGTS, a partir de setembro os trabalhadores elegíveis ao benefício poderão sacar R$ 500 de cada conta em seu nome. Além disso, a partir de 2020 o trabalhador terá a possibilidade de retirar anualmente, em seu aniversário, parte do seu saldo.

Já no caso dos recursos do PIS-Pasep, os saques serão liberados a partir de 19 de agosto. As cotas liberadas são resultado dos créditos depositados pelo seu empregador no Fundo PIS/PASEP, entre os anos de 1971 a 04/10/1988.

As regras para os saques são simples e criam uma nova oportunidade para que as pessoas diversifiquem seus investimentos, buscando opções com retornos melhores do que obteriam se os recursos permanecessem sob a guarda desses programas. Segundo Bruno Horovitz, sócio da empresa de gestão de ativos Icatu Vanguarda, uma boa opção para aplicar o dinheiro sacado são fundos de previdência. “Esse tipo de fundo possui benefícios fiscais bastante interessantes. Eles não possuem os come-cotas que os fundos de renda fixa e de multimercado têm”, explica.

O come-cotas é um imposto que incide sobre aplicações nos fundos de investimentos. É uma antecipação ao recolhimento do Imposto de Renda em determinados fundos e reduz cotas dos investidores em alíquotas que variam de 15% a 20%.

Os fundos de previdência privada são produtos no mercado financeiro que possuem a finalidade de acumular dinheiro para aposentadoria. Geralmente, esses investimentos visam ao longo prazo, pois oferecem uma tabela regressiva de tributação em função do tempo da aplicação. A alíquota do imposto de renda começa em 35% e vai decrescendo para 30%, 25%, 20%, 15% até chegar a 10%, após 10 anos.

“Tudo vai depender do prazo que o investidor quer para o investimento, porque se a pessoa não ficar com o fundo todo esse tempo, ela vai pagar taxas altas. No meu entendimento, se você quer ficar com o investimento durante uns sete, oito ou mais anos, sem dúvida já vale a pena você ir para a previdência em vez de um fundo de investimento”, diz Horovitz.

No Brasil, nos últimos 12 anos, os fundos de previdência captaram R$ 758 bilhões e a expectativa é que a demanda por esses fundos aumente. Horovitz acredita que “com a evolução da legislação, os fundos de Previdência estão sendo criados mais facilmente e com custos iniciais muito interessantes. Atualmente, esses produtos são mais atrativos para os investidores, pois eles possuem carteiras com ações de empresas grandes. Na minha visão, terão muito aumento de demanda daqui pra frente.”

Ainda há tempo?

Mas você deve estar se perguntando: com qual idade devo começar a investir em previdência? É importante saber que hoje há fundos de previdência dirigidos especificamente ao público mais jovem, o que permite que até crianças com CPF apliquem no fundo. Na opinião de Horovitz, não é uma questão de idade, mas sim de tempo. Só não deve aplicar nesse tipo de produto quem tem um prazo muito curto para seus investimentos, porque, assim, não gozará do benefício tributário.

Interessante, não acha? E o melhor é que até uma pessoa de 40 anos ainda pode fazer esse tipo de investimento. “Hoje, no mundo financeiro, um dos assuntos que está em pauta é a longevidade. Com todas as mudanças políticas e também na área da saúde, a pessoa tem de ter em mente que ela pode trabalhar até os 70 anos e viver por mais tempo também”, opina Horovitz.

Além disso, o sócio da Icatu Vanguarda dá outras opções para o investidor que for sacar o FGTS. “Com esse valor é possível ter acesso a ações, fundos diversos, títulos públicos e muito mais. A pessoa pode comprar vários tipo de investimentos com R$500. Acho que nesse caso a pessoa deve primeiro identificar o perfil de investidor dela e ver no que ela vai aplicar e por quanto tempo quer aplicar”, finaliza Horovitz.

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