Conheça 7 erros comuns dos investidores e saiba como evitá-los

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O atual cenário de juros baixos e recuperação econômica leva muitos brasileiros a diversificarem sua carteira de investimentos. É uma tática saudável fazer o dinheiro trabalhar por você e gerar uma renda extra. Entretanto, a falta de conhecimento sobre o mercado financeiro pode levar os investidores a agir de forma inadequada e obterem resultados abaixo da média.

Walter Poladian, planejador financeiro e sócio fundador da plataforma de investimentos Fliper, comenta os sete principais erros que os investidores costumam cometer. Eles vão desde não se planejar para guardar dinheiro até deixar de acompanhar o desempenho dos ativos. Confira a seguir.

Erro 1 – Não se educar financeiramente

Infelizmente a educação financeira nas instituições de ensino brasileiras ainda é muito precária. E o histórico de juros altos no país, gerou comodidade aos brasileiros, que tinham bons retornos com investimentos conservadores e não se preocupavam em aprender sobre investimentos mais arrojados. Mas hoje a realidade é outra, tem muito conteúdo sobre o assunto disponível na internet para investidores e também para quem quer começar a investir. Com a Selic no menor patamar histórico, há uma necessidade maior de investir em ativos de risco para obter retornos acima da inflação.

Erro 2 – Carteira desalinhada com o próprio perfil

É essencial conhecer seu perfil de investidor e ter uma carteira adequada aos seus objetivos e à sua capacidade de tomar riscos. Um portfólio desalinhado ao perfil pode afetar tomadas de decisões, como resgates ou vendas de ativos em momentos ruins.

investidores

Erro 3 – Não diversificar a carteira

Você com certeza já ouviu a famosa frase “não coloque todos seus ovos em uma única cesta”. Quando tratamos de investimentos não deve ser diferente: a concentração apenas em um único ativo gera ineficiência para sua carteira. Aumentando a diversificação do seu portfólio, você pode reduzir os riscos. O ideal é tentar montar uma carteira mais eficiente, buscando melhorar a relação risco x retorno. Em um cenário ruim, perde-se pouco. Em um cenário positivo, ganha-se muito.

Erro 4 – “Esquecer” os investimentos

Tão importante quando diversificar, é acompanhar de perto a performance da sua carteira. É muito importante identificar o tamanho das posições e das classes de ativos dentro do portfólio, para assim adaptar seus investimentos de acordo com as mudanças de cenário e saber onde alocar os próximos valores poupados. Não acompanhar a evolução dos seus ativos, pode te custar caro.

Erro 5 – Ignorar o apoio da tecnologia

A diversificação dos recursos em diferentes classes de ativos e em diferentes instituições financeiras pode dificultar o acompanhamento e controle do patrimônio. Entrar no site de cada instituição financeira e classificar seus investimentos em uma planilha de excel pode dar trabalho e tomar muito tempo. Visando solucionar este problema, surgiram diversos aplicativos que consolidam os investimentos e ajudam o investidor a ter um melhor controle do seu patrimônio.

Erro 6 – Investidores não devem ter visão de curto prazo

Primeiramente, ter paciência e planejamento são essenciais para realizar bons investimentos.

Estratégias de médio e longo prazo são positivas, pois as teses de investimentos não ocorrem de um dia para o outro. Olhar diariamente o sobe e desce das cotações, pode levar o investidor a tomar má decisões por impulso.

Além disso, ficar trocando de ativos toda hora acarreta em maiores custos e imposto de renda, o que afeta diretamente no efeito dos juros compostos.

Erro 7 – Não estabelecer objetivos

Ao diversificar sua carteira é importante que os investidores adequem os investimentos de acordo com seus objetivos. Por exemplo, ter sua reserva de emergência em ativos de baixo risco e com liquidez, como fundos DI ou Tesouro Selic, para atender necessidades de curto prazo.

Então, já para objetivos de médio prazo, pode-se alocar em fundos multimercados, que mesclam ativos de renda fixa e variável. Sendo assim, ações e fundos imobiliários são indicados com visão de longo prazo. A previdência fica para quem pensa a longuíssimo prazo.

A falta de objetivos claros pode afetar diretamente sua estratégia de investimentos.