Conheça as vantagens do CDB!

Vamos lhe contar tudo sobre um dos títulos de renda fixa mais conhecido do país

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Nos vários anos em que fui gerente em banco ouvi inúmeras vezes: “Coloca aquele dinheiro que está em conta em um CDB!” Definitivamente, depois da poupança, o CDB é o investimento mais conhecido dos brasileiros.

Mas você sabe o que é CDB?

CDB significa certificado de depósito bancário e é um título emitido por instituições financeiras com o objetivo de captar dinheiro para mais diversas finalidades. Simplificando, quando você investe em CDB está emprestando dinheiro para o banco.

E a rentabilidade?

A rentabilidade do CDB pode ser pré-fixada ou pós-fixada. Na modalidade pré-fixada, no momento da aplicação você já sabe qual será a rentabilidade ao ano, desde que você mantenha o título até o vencimento.

Mas atenção: os títulos pré-fixados têm rentabilidade inversa à taxa de juros básica no país. Isto é, se a Selic sobe o preço dos títulos caem; se a Selic cai o preço dos títulos pré-fixados sobe.

Portanto, caso você precise resgatar antes do vencimento poderá ter prejuízo. Mas se mantiver o título até seu vencimento fique tranquilo que receberá a rentabilidade combinada. Para saber mais sobre os investimentos pré-fixados, leia meu artigo aqui no Space Money.

Já os CDBs pós-fixados possuem sua rentabilidade atrelada a um índice, que geralmente é o IPCA (índice de inflação utilizado pelo governo) ou o CDI.

Mas o que é CDI?

O CDI é como fosse um CDB, mas entre os bancos! Como vimos nos parágrafos acima, quando você investe dinheiro em um CDB você (pessoa física) está emprestando dinheiro para o banco, certo?

Quando os bancos vão emprestar dinheiro um para o outro (sim, os bancos emprestam dinheiro um para o outro!), eles utilizam o CDI, que é o Certificado de Depósito Interbancário.

Pessoas físicas não podem aplicar no CDI porque esse certificado é exclusivo para os bancos, mas a taxa DI é muito utilizada em sua vida como comparativo (Benchmark) para a maioria dos investimentos, e o CDB é um deles. A taxa DI é a média das taxas praticadas desses empréstimos feitos entre bancos. Simples assim!

Quais os custos para investir em CDB?

O custo para se investir em CDB se resume basicamente nos impostos. O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) incide nos primeiros 30 dias; e o imposto de renda é cobrado conforme tabela regressiva, que começa em 22,5% nos primeiros 6 meses e vai até 15% após dois anos, sempre calculado sobre a rentabilidade.

Investir em CDB é seguro?

Sim! O CDB é um dos investimentos cobertos pelo FGC (Fundo Garantidor de crédito). Ou seja, se a instituição financeira onde você investiu o seu dinheiro falir, você terá a cobertura de até R$ 250 mil por instituição (considerando o total dos investimentos cobertos pelo FCG que você tenha na instituição), com o teto global de R$ 1 milhão, que se renova a cada 4 anos.

Atenção à liquidez!

Eu sempre digo: “Não existe milagre, para quem busca uma rentabilidade acima de 100% do CDI é necessário entrar em investimentos de risco ou abrir mão da liquidez!”

No caso do CDB, se você busca uma rentabilidade acima de 100% precisa abrir mão da liquidez.

Existem instituições hoje em dia que estão remunerando 115% ou até 120% do CDI, mas, nesses casos, com certeza você terá uma carência de alguns anos para resgate.

Tome cuidado para não travar mais de 20% de sua carteira de investimento nesses investimentos sem liquidez.

CDB ainda é uma boa opção de investimento?

Esse é um questionamento muito frequente entre os investidores, no atual cenário econômico brasileiro em que estamos com a menor Selic da história: 5,5% ao ano!

Minha opinião é que, sim, investir em CDB continua sendo uma boa alternativa!

Os CDBs pós-fixados com liquidez são uma boa opção para sua reserva de emergência (se você quer saber mais sobre como fazer sua reserva de emergência, leia o meu artigo aqui no Space Money).

Já os CDBs pós-fixados sem liquidez e os pré-fixados são alternativas para aquele sonho planejado para daqui alguns anos. Mas, claro, sempre fique atento e compare as rentabilidades oferecidas entre as instituições.

No nosso próximo encontro vamos falar sobre as LCs, Letras de Câmbio, que não têm nada a ver com investimento em dólar. Você não vai perder, certo?!

Até lá!

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