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O investidor não deve deixar de se preocupar com uma possível alta da inflação, é o que diz relatório divulgado pela casa de análise de investimentos Capital Research no mês passado. Apesar de encontrar-se em 2% ao ano atualmente e com previsão de terminar 2020 na faixa de 1,6%, a inflação oficial, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) da última década foi quase 10% maior do que o projetado pelo Relatório Focus, do Banco Central.

A crise econômica enfrentada pelo Brasil desde o início da pandemia do novo coronavírus é apontada como uma das responsáveis pelo baixo índice observado no primeiro semestre de 2020. O documento, porém, aponta que os gastos excessivos do governo, também justificados pela batalha contra a covid-19, e uma posterior recuperação da economia podem levar a inflação a acelerar nos próximos anos.

Investimentos recomendados

Para proteger o dinheiro dessas incertezas, a Capital indica o que deve estar contido em uma carteira de investimentos; tratam-se principalmente de ativos com poder de auxílio frente a uma eventual aceleração do índice.

Títulos de renda indexados à inflação: com rentabilidade atrelada a um índice inflacionário, esses são os ativos que melhor protegem o investidor do aumento na inflação. Contudo, é necessário que eles sejam mantidos até o vencimento; em caso de resgate antecipado o rendimento dependerá das condições do mercado naquele momento

Títulos de renda fixa pós-fixados: as taxas de juros desse tipo de investimento tendem ao crescimento quando a inflação acelera. O rendimento, entretanto, não segue a inflação necessariamente em tempo real e pode acontecer de ficar abaixo do IPCA em determinados períodos.

Fundos de investimento imobiliário: esse tipo de investimento vale a pena quando há uma alta taxa de ocupação dos imóveis e os inquilinos possuem solidez financeira, pois o valor dos aluguéis é corrigido pela inflação. Por isso, é importante pesquisar as condições do fundo antes de inseri-lo em seu portfólio.

Ações: a efetividade de sua proteção depende diretamente da capacidade de repasse de aumento de preços por parte das companhias a seus clientes. Esse fator varia de acordo com o setor de atuação das empresas e do momento econômico.

O casa de investimentos ressalta ainda que commodities e títulos de renda prefixados não sãos boas proteções contra a inflação. O primeiro ativo não costuma apresentar bons retornos a longo prazo e o segundo paga uma taxa de juros fixa. Logo, são diretamente prejudicados pelo aumento.


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