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O Comitê de Política Monetária do Banco Central (COPOM) anunciou nesta quarta-feira (16) a manutenção da taxa básica de juros, a Selic, a 2% ao ano, dentro do esperado pelo mercado. Após nove cortes seguidos, a expectativa é que a mínima histórica permaneça até o fim do ano. 

Apesar da pausa nas reduções, mais de 60% dos investidores institucionais acreditam que o BC vai deixar a porta aberta para possíveis cortes na ata a ser divulgada na semana que vem, segundo pesquisa da XP Investimentos. “O ciclo de queda ainda não foi oficialmente finalizado, mas isso me parece improvável no futuro próximo”, afirma Luciano Rostagno, estrategista-chefe do banco Mizuho. 

Com a inflação dentro da meta de 4%, apesar dos picos nos preços de alguns componentes da cesta básica, a questão fiscal deve começar a pensar na política monetária. “A contenção de gastos públicos é importante para manter a confiança dos investidores, o que mantém o prêmio alto na curva de juros”, explica Rostagno. 

As sinalizações do governo para o problema, como a entrega da reforma administrativa ao Congresso, manda bom sinais, mas a recuperação econômica também depende dessa agenda. “Há uma de defasagem inerente de mudanças na política monetária, de 6 a 9 meses, no estímulo da atividade”, diz o estrategista-chefe. “Mas o ritmo da economia vai ser ditado pela capacidade do governo nesse sentido”. 

Selic e investimentos

De qualquer forma, uma subida na Selic parece bastante improvável — o que reforça o “novo normal” de fuga da renda fixa nos investimentos. A caderneta de poupança, por exemplo, que rende 0,7% da Selic, fica cada vez menos atrativa: no curto prazo, os juros nominais ficam negativos. 

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“É hora de fugir dos títulos pré-fixados de prazo mais longo”, diz Luís Barone, sócio-diretor da Ativa WM. “Isso porque nos próximos 6 ou 12 meses, o juro vai ficar abaixo da inflação”. Na renda fixa, o crédito privado com vencimento mais distante continua atraente: com remuneração do CDI + uma taxa fixa, o longo prazo compensa possíveis perdas no curto. 

Apesar do cenário impulsionar a ida do brasileiro à bolsa de valores, os alertas para a tolerância ao risco continuam válidos. “O cuidado é que aumentar o risco da carteira não necessariamente aumenta também o retorno”, aponta Barone. “As ações exigem análise profundo e nem sempre o investidor médio, acostumado com a renda fixa, tem estômago”.


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