As criptomoedas e o criptomercado ainda são território desconhecido pela maioria dos brasileiros: com um mercado de extrema volatilidade e, portanto, de grandes riscos, não são todos que se aventuram entre bitcoins e Ethereum. 

Com o turbilhão do coronavírus, as criptomoedas também sofreram. “Desde que a crise aumentou, tivemos uma queda de mais de 50% do preço do bitcoin”, conta Daniel Coquieri, COO da BitcoinTrade, corretora que opera com esse tipo de ativos. 

Por outro lado, os fundamentos dos ativos digitais não são abalados, como acontece com os do tradicional mercado de ações. Assim, podem representar uma boa opção a longo prazo.

“Para as empresas listadas na bolsa, a crise traz consequências para o faturamento e produção, por exemplo”, explica Guido Malato, CEO da CashCode, uma plataforma de negociação de ativos digitais.

Isso não acontece com o bitcoin, que tem seu lastro na confiança depositada naquela moeda. E a crise do coronavírus não afeta esse seu valor fundamental.

Walter Pillon, fundador do iCoLab, instituição que atua na geração de conhecimento sobre blockchain, explica que os reflexos que essas operações recebem são diferentes. “Com a pandemia, projeto do bitcoin segue exatamente o mesmo, assim como sua mineração”.  As moedas digitais, além de serem ativos no mercado cripto, também têm usos corriqueiros, como compras de bens e pagamento de serviços.

criptomercado

Se é assim, por que as criptomoedas derreteram também com a crise? Isso aconteceu porque grande parte de quem investe nos ativos digitais também está no mercado tradicional. Com o derretimento das bolsas, o risco foi transferido para elas — diminuindo o espaço para a volatilidade natural dos criptos.

“Há tendência de busca por mercados menos voláteis”, diz Roberto Cardassi, CEO da BlueBenx, uma plataforma de negócios no mercado digital. “As pessoas vendem seus bitcoins e fazem aportes no ouro ou em títulos, por exemplo”. 

Os preços interessantes no momento podem atrair novos investidores, mas a cautela nunca deve ser esquecida. “É claro que não podemos ter 100% das posições com a volatilidade tão alta”, adiciona Cardassi. “Mas as oscilações permitem também vender a bons preços”.

Outra possibilidade é comprar aos poucos. “Separe seus investimentos, dividindo o valor em 4 ou 6 vezes, para fazer compras parciais”, diz Daniel Coquieri. Desta maneira, além de aproveitar possíveis quedas nos ativos, é possível diminuir riscos. 

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