Devo entrar no IPO do BMG?

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Vivara, Uber, C&A, Centauro, Neoenergia. Essas são algumas das grandes empresas do mercado que fizeram ofertas públicas iniciais de suas ações, ou seja, realizaram o IPO. Agora é a vez do Banco BMG distribuir seus papéis na bolsa.

Contudo, como você já viu na SpaceMoney, nem todos os IPOs são benéficos para o investidor entrar. Abaixo você vai conferir todos os prós e contras sobre o BMG e conferir uma das melhores análises do mercado sobre o assunto.

BMG, um dos maiores no varejo de crédito

O BMG se destaca por sua boa posição de mercado no varejo de crédito consignado, especificamente em cartões de crédito para funcionários públicos e aposentados. Além disso, o banco pretende crescer no mercado digital e de meios de pagamento, com exposição ao emergente mercado de fintechs.

Com mais de 65% de market share (expressão para o grau de participação de uma empresa no mercado em termos das vendas de um determinado produto), o BMG determinou suas ofertas mínimas em R$ 3.000,00. Já as máximas ficaram em R$ 1.000.000,00.

Além disso, analistas do mercado espera que o preço por ação fique entre R$ 11,60 e R$ 13,40. O início do período de reservas foi no dia 11 de outubro e será encerrado no dia 23 de outubro. Se você ainda não entrou na oferta, ainda há tempo. Entretanto, os analistas da casa de análise de investimentos Levante acreditam que NÃO é aconselhável aderir o IPO.

Por que não entrar?

P/L elevado

Apesar do BMG O Banco BMG estar bem posicionado para continuar capitalizando em cima de sua marca e absorver de forma crescente a ampla demanda por financiamento no Brasil, é aconselhável que você não entre no IPO porque seu múltiplo preço/lucro é muito elevado.

No limite inferior de preço da oferta de R$ 11,60 por ação, o valor de mercado do Banco BMG será de R$ 6,6 bilhões, com múltiplo Preço Lucro (P/L) 2020 de 13,2x e múltiplo preço/valor patrimonial da ação (P/VPA) de 1,62x.

Contudo, o BMG faz um ajuste anual no montante de R$ 88 milhões referentes a despesas com ágio líquido de impostos. Mesmo fazendo este ajuste no lucro recorrente, o múltiplo P/L 2020 é elevado se comparado aos seus concorrentes ABC Brasil (ABCB4) e BTG Pactual (BPAC11): 11,3x.

Os analistas acreditam que o BMG deverá apresentar crescimento de lucro líquido em 2019 e 2020, com ROE sustentável por volta de 16% ao ano.

No longo prazo, o banco tem uma boa operação e possibilidade crescimento no longo prazo, com três fatores são de suma importância:

(I) Redução do custo de captação de recursos

(II) Forte crescimento da carteira de crédito pessoal voltado ao

consumo

(III) Plataforma completa de serviços financeiros

Entretanto, os analistas acreditam que deveria haver algum desconto em relação aos seus pares mais bem estabelecidos no mercado como banco Pan e BTG Pactual.

Destinação dos recursos captados

O valor estimado da captação é de R$ 1,23 bilhões. Essa quantia será dividida da seguinte forma:

1) Novos produtos como empréstimo consignado e produtos de adquirência (45%).

2) Expansão orgânica das linhas de negócio existentes, em especial o cartão de crédito consignado e o crédito na conta (45%).

3) Inovações tecnológicas e iniciativas de marketing voltadas à expansão de seu banco digital (10%).

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