
O Banco Master divulgou na noite desta terça-feira (1º) seu balanço financeiro de 2024, com um lucro líquido de R$ 1,068 bilhão — mais que o dobro do resultado de 2023, quando o lucro foi de R$ 532 milhões.
O patrimônio líquido saltou de R$ 2,30 bilhões para R$ 4,74 bilhões, enquanto os ativos de crédito alcançaram R$ 40,310 bilhões.
O CEO do banco, Augusto Lima, celebrou os resultados: “ O desempenho reflete a estratégia de diversificação do portfólio e fortalecimento das operações. Expandimos nossa presença e aprimoramos a experiência do cliente com foco em inovação“.
A Fitch Ratings elevou o rating de longo prazo do banco de BBB (bra) para A- (bra), e cita aquisições bem-sucedidas e crescimento das receitas.
A divulgação ocorre em meio à repercussão da compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), em uma transação estimada em R$ 2 bilhões. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios abriu inquérito para avaliar a negociação.
BRB (BSLI3): MPDFT abre inquérito para investigar compra de ações do Banco Master
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) instaurou um inquérito civil para apurar a aquisição de 49,00% das ações do Banco Master pelo BRB (BSLI3), banco estatal do governo do Distrito Federal (DF). A operação, avaliada em R$ 2 bilhões, foi anunciada na semana passada, mas ainda depende da aprovação do Banco Central.
A investigação foi aberta de ofício pelo MPDFT, sem provocação externa, e ganhou repercussão por envolver partidos políticos aliados do governador Ibaneis Rocha (MDB-DF).
Como revelou a colunista Natália Portinari, do UOL, a venda das ações do Master passou por líderes do PP e União Brasil.
Mesmo com a transação, o Banco Master continua controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, que mantém 51,00% das ações. O BRB pretende adquirir 49,00% das ações ordinárias (com direito a voto) e 100% das ações preferenciais (sem direito a voto) do Master.
Em nota, o BRB afirmou ter comunicado previamente o Tribunal de Contas do DF sobre a operação e destacou sua postura “proativa” ao fornecer esclarecimentos sobre a aquisição. O Banco Master, por sua vez, optou por não comentar a abertura do inquérito.
O desdobramento da investigação pode influenciar o andamento da aprovação da operação pelo Banco Central.