
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira, 1º de abril, que o Brasil aguardará o anúncio dos EUA sobre o novo plano de tarifas antes de definir sua linha de ação.
A decisão do governo norte-americano deve ser divulgada nesta quarta-feira (2).
Durante entrevista a jornalistas, Alckmin destacou que o Brasil tem o dever de proteger e fortalecer sua economia e ressaltou a importância do relacionamento comercial com os EUA, um dos principais mercados para produtos brasileiros de maior valor agregado.
“O comércio foi o que estimulou as civilizações, o comércio é civilizatório, ele traz desenvolvimento, aproxima povos; é extremamente positivo e a disposição do Brasil é aberta ao diálogo e a fortalecer o comércio exterior”, afirmou o vice-presidente.
Relação com os EUA e o impacto das tarifas
Ao ser questionado sobre o relatório divulgado pelo governo dos Estados Unidos na segunda-feira, que menciona barreiras comerciais brasileiras, Alckmin minimizou o impacto, afirmando que as questões levantadas já fazem parte da pauta comercial há tempos.
Ele mencionou o caso do etanol, reconhecendo que a tarifa cobrada pelo Brasil é mais alta, mas ponderando que os produtores brasileiros enfrentam dificuldades para exportar açúcar para o mercado norte-americano.
“Então, é o diálogo, esse é o bom caminho”, ressaltou Alckmin, reforçando que o Brasil não representa um problema para os Estados Unidos e que a disposição do governo brasileiro é sempre buscar soluções negociadas.
Expectativa por novas medidas dos EUA
Alckmin também mencionou sua recente conversa com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, onde os representantes do governo Trump não apresentaram reivindicações específicas sobre o comércio com o Brasil, apenas um panorama mais amplo da relação comercial.
O vice-presidente reforçou que o Brasil manterá o diálogo aberto e buscará fortalecer suas relações comerciais sem conflitos.